
O objetivo do Banco de Portugal não é competir com o MB Way, mas sim simplificar e melhorar as operações bancárias em Portugal.
A partir deste mês de maio, os clientes bancários em Portugal podem esperar mudanças significativas nas operações bancárias, conforme anunciado pelo Banco de Portugal. Estas alterações visam tornar as transferências bancárias mais transparentes e simples, de forma a trazer mais segurança e conveniência para os utilizadores.
Uma das mudanças é a obrigação dos bancos em divulgar o nome do destinatário em todas as transferências bancárias feitas através de aplicações móveis ou ‘homebanking’. Esta medida tem como objetivo reduzir os erros de transferência e combater potenciais casos de fraude e burla.
Além disso, a partir do dia 24 de junho, os clientes bancários não vão precisar de fornecer o IBAN ao realizar uma transferência bancária, sendo apenas necessário o número de telemóvel associado à conta bancária do destinatário. Esta simplificação do processo de transferência é semelhante ao serviço MB Way, porém, sem a necessidade de instalar novas aplicações ou de enfrentar limites de utilização.
Outra mudança significativa é a introdução de transferências imediatas a custos inferiores aos praticados atualmente – entre os 0,50€ e os 2,50€ –, com previsão para entrar em vigor no próximo ano, mais concretamente no dia 9 de janeiro. Estas transferências serão assim padronizadas ao contexto europeu, substituindo as transferências normais que frequentemente demoram um dia ou mais a serem processadas. Os bancos não poderão cobrar mais por este serviço e devem manter os mesmos valores das transferências normais.
O Banco de Portugal afirmou, à SIC, que o objetivo destas mudanças não é competir com o MB Way, serviço detido pela empresa privada SIBS, mas sim simplificar e melhorar as operações bancárias em Portugal. Os clientes serão consultados sobre a associação do número de telemóvel à conta bancária, podendo optar por associar números estrangeiros, embora este serviço esteja disponível apenas para contas nacionais.
Os bancos terão até meados de setembro para se adaptarem a estas novas regras, que serão implementadas de forma faseada, proporcionando assim aos clientes uma transição suave para os novos procedimentos bancários.
