
A Quinta da Moscadinha é uma propriedade na Camacha (Ilha da Madeira) com uma casa do século XIX que o seu proprietário Márcio Nobre transformou num projecto de sidroturismo que, para além da produção de sidra tem 11 quartos para hóspedes, restaurante e taberna.
A casa apenas recebeu o nome de Moscadinha em 2019, inspiração a partir de um licor feito na propriedade, tendo como base a noz moscada.
Como espaço rural, a Quinta tem também uma área reservada à criação de alguns animais, no sentido da crescente procura pelo contacto com a natureza e da necessidade de manter viva a realidade da ‘vida no campo’, cada vez mais distante e desconhecida.
O ideólogo e dono de todo este projecto é Márcio Nobre, um empreendedor local que já desenvolveu vários projetos diferentes na Ilha da Madeira, em áreas como a restauração, o turismo ou a cultura, sempre em projetos de reconhecido valor para esta região autónoma. A sua ligação à Camacha vem desde a infância, pois como tantos madeirenses da sua idade, os passeios familiares de fim-de-semana incluíam muitas vezes uma passagem por esta pequena aldeia, onde todos eventualmente se encontravam e reuniam.
Para além da Sidraria, este projecto de sidroturismo engloba também o restaurante ‘Adega do Pomar’, com uma ementa direcionada para a cozinha tradicional madeirense e portuguesa e com uma tradicional taberna, que recria o ambiente de animação e convívio madeirense, tendo por base as bebidas e petiscos locais.
Actualmente, a Quinta da Moscadinha é o maior produtor de sidra da ilha da Madeira, cujo conceito é juntar uma unidade de sidroturismo com 11 quartos (os ingredientes do licor de ervas Moscadinha dão nome a cada um dos quartos: Figo, Erva Doce, Salva, Canela, Noz Moscada, Cravinho, Macela, Mel de Cana, Vinho Madeira, Passas e Rum), ao restaurante típico madeirense, Adega do Pomar, dirigido pelo chefe Dúlio Freitas.
Na Quinta o cenário é tranquilo e romântico, e toda a paisagem envolvente convida ao relaxamento. Funchal, a capital da ilha, fica apenas a 15 minutos de distância, de carro.
Este projeto surgiu inicialmente apenas como uma oportunidade de negócio no turismo rural, mas ao mesmo tempo que se recuperava a casa principal, desenvolveu-se um envolvimento com a comunidade local, com a sua realidade, costumes e desafios, nomeadamente a produção de sidra há muito perdida.
Assim, a recuperação desta tradição tão antiga tornou-se o coração de todo este projecto, começando pela recuperação de pomares antigos e abandonados (alguns há mais de 50 anos, devido aos episódios migratórios que afetaram a ilha) juntamente com agricultores locais e proprietários mais velhos (até ao momento, já foram regeneradas mais de 3.000 árvores).
A oferta é ampla , com nada menos do que 10 qualidades (e marcas) diferentes, que incluem num total de produção de 35 mil garrafas. Numa sessão que o produtor levou a cabo em Lisboa, tivemos ocasião de provar quatro delas com gás (proveniente de uma segunda fermentação em garrafa), nomeadamente Sparkling Natural Cider, Sparkling Aged Cider, 3 Barricas Extra Bruto, TN Sparkling Cider e uma fortificada, Madeira Royal Cider. O produtor só apresentou sidras com gás e uma fortificada, a lembrar o vinho da Madeira, embora com apenas 14º de álcool.
As sidras sparkling apresentam-se muito equilibradas com notas de frutos secos no aroma, boa acidez na boca e final agradável com notas de maçã.
Estes vinhos acompanham bem peixes. mariscos, saladas e até alguns assados como leitão e aves.
As sidras fortificadas ligam bem com queijos, sobremesas com chocolate ou simplesmente saborear como aperitivo ou no fim da refeição.
Os preços dos fortificados rondam os 30 euros, os sparkling variam entre os 20 e os 30 euros e os naturais entre os 18 e os 25 euros.
