A tomada de posse de Carlos Costa Neves como secretário-geral do Governo foi esta terça-feira, dia 14. Uma cerimónia que refletiu a importância e as funções do antigo ministro dos Assuntos Parlamentares.

Carlos Costa Neves é o novo secretário-geral do Governo e já tomou posse. O antigo ministro dos Assuntos Parlamentares garantiu estar ciente da responsabilidade de assumir a liderança da “inovadora estrutura” do Governo e da importância da mesma.
Após a p0lémica com Hélder Rosalino, foi a primeira opção para a função, mas optou ser remunerado pelo seu vencimento de origem no Banco de Portugal, superior a 15 mil euros. Durante a cerimónia que ocorreu esta terça-feira, dia 14 de janeiro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro afirmou que Carlos Costa Neves iria “pagar para trabalhar”.
A afirmação surge perante a polémica em torno do salário que Hélder Rosalino iria receber caso tivesse aceitado o cargo de secretário-geral. Costa Neves vai não só abdicar da subvenção vitalícia superior a três mil euros, que recebia por ser ex-titular de cargo político, mas também das pensões da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações.
O novo secretário-geral do Governo vai ganhar cerca de menos quatro mil euros brutos por mês, de acordo com os dados que este revelou ao jornal ‘ECO’. Montenegro destacou o “esforço e a prova de dedicação à causa pública que o secretário-geral dá ao vir vestir esta camisola com custos pessoais e financeiros. Está a pagar para trabalhar, uma vez que, terá um rendimento inferior do que se aqui não estivesse”.
No seu primeiro discurso destacou que tem como propósito assegurar o cumprimento do compromisso firmado no programa do Governo liderado por Luís Montenegro. Ainda elogiou o atual Executivo que, identificou e “teve coragem de lançar” a reforma referenciada há muito tempo, no entanto, tem sido sempre adiada.
Costa Neves já foi ministro dos Assuntos Parlamentares no Governo de Pedro Passos Coelho e tutelou o Ministério da Agricultura no Executivo de Santana Lopes. Também chegou a ser secretário de Estado dos Assuntos Europeus no Governo de Durão Barroso e eurodeputado. Agora, vai liderar um órgão de modo a promover uma gestão mais eficaz dos recursos do Estado.
