
Com a chegada das festividades natalícias, a mesa enche-se de tradições e sabores típicos da época. No entanto, a OralMED Medicina Dentária alerta para o elevado teor de açúcar presente em muitas das receitas de Natal e apela a um consumo consciente, de forma a proteger a saúde oral durante esta quadra festiva.
Uma análise detalhada a cinco dos doces mais consumidos nesta altura do ano revela valores de açúcar que podem facilmente ultrapassar a dose diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), fixada em cerca de 25 gramas por dia.
Entre as iguarias mais açucaradas destaca-se a filhó, que numa única unidade de aproximadamente 50 gramas pode conter cerca de 26,1 gramas de açúcar, ultrapassando, só por si, o limite diário recomendado. As broas castelares surgem logo a seguir, com uma média de 22,9 gramas de açúcar por unidade, aproximando-se perigosamente do valor máximo aconselhado.
Também as rabanadas representam um consumo significativo: uma fatia de 50 gramas apresenta cerca de 20,7 gramas de açúcar. As azevias, com o mesmo peso, contêm em média 20,15 gramas, enquanto uma fatia pequena de tronco de Natal, com cerca de 40 gramas, ainda assim representa um consumo de 16,3 gramas de açúcar.
Para o Dr. Nuno Cintra, Diretor Clínico do grupo OralMED Medicina Dentária, o objetivo não é retirar os doces da celebração, mas sim promover escolhas informadas. “A época natalícia é um tempo de celebração, e a gastronomia é uma parte essencial dessa festa. Não queremos eliminar os doces da mesa, mas sim capacitar as pessoas com informação para que façam escolhas moderadas e conscientes”, afirma.
O especialista reforça ainda que “o consumo frequente e elevado de açúcar é o principal fator de risco para o desenvolvimento de cáries dentárias”, sublinhando a importância de redobrar os cuidados de higiene oral durante esta altura do ano. “Apelamos a um consumo consciente e a cuidados de higiene redobrados, para que as festas não terminem com uma visita inesperada ao dentista”, conclui.
