
Vizinha de Alpiarça, a ribatejana Quinta da Lagoalva, amplamente conhecida pela produção de Vinhos do Tejo, leva já mais de 150 anos a produzir azeite.
Em 1875, o então proprietário Duque de Palmela mandou plantar um olival com as emblemáticas variedades italianas Frantoio e Moraiolo, tendo sido pioneiro na introdução desta cultivares em Portugal.
Produto alimentar imprescindível na cadeia alimentar portuguesa por se tratar de uma gordura muito saudável, o azeite (virgem extra) é cada vez mais acarinhado, de produtores a consumidores, que o elegem em momentos de consumo e iguarias variadas: na confeção, ao pequeno-almoço, em torradas, e às refeições, na finalização de saladas, sopas, pratos de peixe e carne, mas também sobremesas.
Com um cuidado extra, a casar com o nome, em 2010 foi lançada a referência Quinta da Lagoalva Azeite Virgem Extra. Feito com as centenárias variedades, plantadas no peculiar olival de nove hectares, num lagar com tecnologia avançada, que permite uma laboração a baixas temperaturas, permanentemente controladas, é agora tempo de fazer chegar ao mercado, nacional e internacional, a colheita de 2025. Na totalidade com mais de 23,5 hectares de olival, a Quinta da Lagoalva mantém ainda a produção de azeite virgem para venda a granel.
O Quinta da Lagoalva Azeite Virgem Extra 2025 encaixa na categoria de frutado verde ligeiro, com notas de frutos secos, casca de amêndoa verde, casca de lima e alguma rama de tomate. Na boca, a entrada é doce, seguindo-se interessantes sensações amargas que persistem, é um azeite ideal para temperar cremes de legumes, legumes assados e peixes cozidos ao vapor, mas também para degustar com pão fresco ou torradas.
O Quinta da Lagoalva Azeite Virgem Extra está disponível em garrafas de 500mL (€8,99) e em garrafão de 5L (€45,00). Em garrafa, pode encontrar-se à venda na Adega Mercado Santos, na Adega São Bento, no El Corte Inglés, no E.Leclerc, na Living Wine, nas Lojas Francas dos Aeroportos ou na Mercearia Criativa, por exemplo. Na loja da Quinta, em Alpiarça, ou na sua loja on-line existem os dois formatos.
Sobre a Quinta da Lagoalva:
A Quinta da Lagoalva de Cima estende-se pela margem sul do rio Tejo, a cerca de 2Kms da vila de Alpiarça e a 11Kms de Santarém, a capital de distrito. A sua história remonta ao séc. XII, quando, 50 anos após o Tratado de Zamora (1143), o rei de Portugal D. Sancho I assinou a comenda de doação de vários territórios nesta região à Ordem de Santiago de Espada, após os seus heroicos feitos na conquista de Santarém. Entre as várias propriedades estava a Quinta da Lagoalva, que pertenceu a esta ordem durante seis séculos, e que data de 1193 o seu primeiro registo. Com 660 hectares contíguos, é a maior e mais emblemática – até pela sua dimensão histórica e cultural – de um coletivo de várias propriedades pertença do Grupo Lagoalva. Este grupo é detido pela família Holstein Campilho, estando à sua frente os (seis) irmãos Manuel, como Presidente do Conselho de Administração; Maria do Carmo; Pedro; Maria José (representada pela sua filha Inês Campilho Chaves); João e Miguel, como vogais. O Grupo Lagoalva é amplamente conhecido pelos seus Vinhos do Tejo e cada vez mais pelo Azeite Virgem Extra, mas dedica-se a outras culturas como frutos secos; cereais (trigo e aveia); vegetais, leguminosas e gramíneas (milho, ervilha e brócolos; luzerna; e azevém); mel; floresta e cortiça. Isto para além da coudelaria, enoturismo e equipamentos e serviços de rega. Explora uma área total de cerca de 5.500 hectares, de entre os quais se destacam 4.000ha de floresta, 1.000ha de agricultura de regadio, cerca de 46ha de vinha e 32,5ha de olival. A longa tradição da Quinta da Lagoalva como produtora de vinho é atestada em 1888, na Exibição Portuguesa de Indústria, onde esteve presente com 600 cascos de vinho, mas data de 1989 o primeiro registo como produtor engarrafador, com a marca “Cima”, certificada pelo Instituto da Vinha e do Vinho (IVV). Seguiu-se a primeira certificação atribuída pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo, em 1992, então como “Quinta da Lagoalva”. As vinhas mais velhas são de Fernão Pires e têm cerca de 70 anos. Destaque ainda para as vinhas de Syrah, plantadas em 1984 e das primeiras em Portugal, assim como Alfrocheiro, de 1974. As castas mais representativas são, nas brancas, Alvarinho, Arinto, Chardonnay, Fernão Pires, Sauvignon Blanc, Verdelho e Viosinho; e, nas tintas, Alfrocheiro, Cabernet Sauvignon, Castelão, Syrah, Tannat, Touriga Nacional e Touriga Franca. O portefólio de vinhos tem uma espinha dorsal, composta por três marcas: Lagoalva (Espumante Pet Nat; Espumante; Colheita branco, rosé e tinto; Sauvignon Blanc; Reserva branco e tinto; Barrel Selection branco e tinto; e espumante Pet Nat), Quinta da Lagoalva (Grande Reserva Fernão Pires branco, Alfrocheiro tinto e Syrah tinto; Colheita Tardia; e vinho licoroso Abafado 10 Anos) e Dona Isabel Juliana (Grande Reserva branco, tinto e, desde 2025, um Espumante Grande Reserva Bruto). Aos vinhos soma-se o azeite Virgem Extra, o mel, os frutos secos, os cereais, a floresta e a cortiça. Destaque para a atribuição do selo Sustainable Winegrowing Portugal, no âmbito do Referencial Nacional de Certificação de Sustentabilidade do Sector Vitivinícola, em setembro de 2024; de Melhor Enoturismo e Melhor Enólogo do Ano, atribuído a Pedro Pinhão, nos Prémios Vinhos do Tejo 2025.
