
Com a Black Friday, a Cyber Monday e a época natalícia a aproximarem-se rapidamente, o entusiasmo pelas compras cresce, mas, com ele, também o risco de desequilíbrio orçamental e endividamento. Estima-se que, em 2025, o orçamento médio para a Black Friday atinja os 385 euros, um aumento de 19% face aos 311 euros registados em 2024[1]. Para apoiar os consumidores a fazerem escolhas informadas e financeiramente saudáveis neste período, a Simplefy apresenta cinco dicas essenciais para uma gestão orçamental eficaz.
- Definir um orçamento realista
É crucial estabelecer limites de gastos claros e inegociáveis, distinguir desejos de necessidades, e priorizar as compras essenciais. 43% dos portugueses admitem fazer mais compras online por impulso do que há dois anos[2]. Esta tendência é ainda mais acentuada na Geração Z (62%) e nos Millennials (48%). Um orçamento bem definido é a base para evitar surpresas desagradáveis e garantir a saúde financeira.
- Comparar ofertas antes de decidir
Pesquisar é fundamental, quer seja para um produto em promoção ou para um crédito ao consumo. Ir além da primeira proposta e comparar as condições disponíveis no mercado pode resultar em poupanças significativas. Esta comparação deve ser feita, também, com o preço inicial do produto antes da época de promoções. Um inquérito da Klarna/Dynata[3] indica que apenas 33% dos consumidores portugueses verificam os preços antes dos períodos de desconto para assegurar um bom negócio.
- Evitar o recurso a novos créditos de consumo para compras impulsivas
É essencial ponderar cuidadosamente a necessidade de contrair novos empréstimos e analisar o impacto dos juros e encargos no orçamento familiar a longo prazo. O novo crédito ao consumo em Portugal aumentou 9,9%[4]. E os pagamentos a crédito (BNPL) cresceram globalmente 18% no último ano[5], o que, embora ofereça flexibilidade, exige responsabilidade na gestão do endividamento. As decisões de compra atuais impactam diretamente os objetivos financeiros futuros e ao financiar uma compra, é vital analisar detalhadamente todos os custos associados – juros, comissões, seguros e outras taxas – que podem aumentar significativamente o valor final.
- Preparar as compras
Os produtos mais procurados esgotam-se em segundos, o que transforma a compra numa corrida contra o tempo. E o tempo é inimigo da perfeição. Se se optar pela compra online, em princípio, estamos sujeitos a menos pressão. Mas, é importante criar ou atualizar as contas de utilizador em todas as lojas onde se planeia fazer compras e assegurar que os dados de entrega e o método de pagamento preferido estejam validados. Subscrever as newsletters das marcas favoritas para um acesso antecipado às ofertas ou códigos de desconto extra e adicionar os itens desejados ao carrinho de compras nos dias anteriores, mas não finalizar a compra, são excelentes táticas. A preparação atempada minimiza a fricção e garante compras mais conscientes.
- Lembrar os direitos do consumidor
Quando se compra na UE todos têm direitos inabaláveis, e se se comprar online existem direitos específicos que nem todos conhecem: como o direito de livre resolução (direito de arrependimento) que garante a devolução do produto no prazo mínimo de 14 dias sem justificação e a garantia legal de dois anos contra defeitos de conformidade. As regras da UE também abrangem o fornecimento de conteúdos e serviços digitais (como software ou streaming).
Estas são as sugestões da Simplefy, comunidade de intermediários de crédito. Rui Lopes, CEO, relembra que: “Numa época de grande consumo, é crucial que os portugueses possuam as ferramentas e o conhecimento para fazer escolhas financeiras responsáveis. Na Simplefy, acreditamos que a literacia financeira é a chave para a liberdade económica, e estas dicas representam um passo para capacitar os consumidores a navegar neste período festivo sem comprometer a saúde financeira a longo prazo, transformando incertezas em certezas.”
