
Com prejuízos crescentes provocados por atos de vandalismo, a Câmara de Setúbal intensificou a vigilância dos espaços verdes da cidade. Mais do que uma questão de manutenção, está em causa o respeito por zonas essenciais à qualidade de vida urbana e ao equilíbrio ambiental.
Os espaços verdes urbanos são muito mais do que recantos de lazer. São infraestruturas vivas que ajudam a refrescar as cidades, a purificar o ar, a absorver ruído, a apoiar a biodiversidade e a oferecer bem-estar à população. Em Setúbal, essa função essencial tem estado em risco: episódios recorrentes de vandalismo estão a comprometer o funcionamento e a manutenção de vários jardins e parques do concelho.
Face a este cenário, a autarquia decidiu intensificar a vigilância nos espaços verdes sob gestão municipal. A medida visa responder a danos frequentes em sistemas de rega — nomeadamente o corte de cabos e o fecho indevido de torneiras — que impedem o correto funcionamento dos equipamentos e levam à degradação visível de relvados e outras áreas ajardinadas. “A rega é feita maioritariamente à noite e, muitas vezes, só detetamos os problemas quando os espaços começam a secar ou quando os munícipes nos alertam”, refere Ana Sofia Carlos, chefe da Divisão de Espaços Verdes.
“Apelamos ao cuidado de todos na preservação destes espaços”, reforça a vereadora Carla Guerreiro, lembrando que os parques e jardins são peças-chave na construção de uma cidade mais habitável e sustentável. A autarquia agradece também a colaboração dos munícipes no reporte de anomalias, destacando o papel da comunidade na proteção do património comum.
A autarquia mantém ainda viveiros próprios para multiplicação de plantas e gere cerca de 30 mil árvores na malha urbana.
No entanto, todo esse investimento e esforço técnico são colocados em causa quando estruturas são danificadas por atos deliberados. A vigilância acrescida é, por isso, uma resposta inevitável, mas também um sinal de alerta: cuidar dos espaços verdes é cuidar da cidade e da vida de todos os que nela habitam. O respeito pelo espaço público não pode ser uma exceção — tem de ser regra.
