
Lisboa, Faro, Évora e as Ilhas continuam entre as regiões mais caras para comprar casa. No arrendamento, a Madeira volta a registar uma das maiores subidas mensais
O Imovirtual, portal imobiliário de referência, apresenta o seu barómetro mensal sobre a evolução dos preços médios anunciados de arrendamento e venda em Portugal, incluindo as regiões autónomas. Este estudo analisa os dados de junho de 2025 e compara-os com maio de 2025 e junho de 2024.
ARRENDAMENTO
O valor médio das rendas em Portugal manteve-se nos 1.300€, o mesmo valor registado em maio, embora represente uma descida de -4% em comparação com junho de 2024, onde o valor era de 1.350€. Apesar desta estabilidade à escala nacional, as dinâmicas regionais revelam variações acentuadas.
Norte
No Norte, Braga voltou a subir (+6%), atingindo os 900€, embora ainda abaixo dos valores do ano anterior (-5%, 950€). Aveiro manteve a tendência de crescimento (900€, +3% mensal e anual), enquanto Porto e Viana do Castelo se mantêm estáveis, com rendas médias de 1.200€ e 800€, respetivamente. Vila Real e Guarda registaram ligeiras quebras mensais (-4%, 550€ e -5%, 525€), enquanto Viseu desceu para os 600€ (-8%). Bragança manteve-se nos 500€, com um ligeiro crescimento anual de +4% (480€).
Centro
Na região centro, Coimbra destacou-se com uma subida de +4% no último mês, alcançando os 778€, enquanto Santarém (800€) aumentou +1% mensal e +7% anual (750€).Lisboa também aumentou ligeiramente (+1%), com o valor médio de renda a fixar-se nos 1.700€, ainda assim -3% (1.750€) abaixo do ano anterior. Leiria manteve-se estável (800€), e Castelo Branco permaneceu nos 550€, com uma quebra anual de -8% (600€).
Sul
No Sul, Faro desceu ligeiramente para os 1.300€ (-4%, 1.350€), embora continue a registar uma variação anual positiva de +8% (1.200€). Évora recuou –3% para os 870€, face aos 895€ do mês anterior, enquanto Beja se manteve nos 700€ e ligeiramente abaixo dos valores médios do ano anterior (-3%, 725€). Portalegre registou a maior quebra mensal entre todos os distritos (-14%), com o valor médio a fixar-se agora nos 450€ e uma queda anual de -25%, (600€). Setúbal manteve-se nos 1.200€, com uma valorização anual de +9%.
Ilhas
A Ilha Madeira destacou-se com nova subida expressiva de +8%, atingindo os 1.725€, consolidando-se como uma das regiões mais caras do país para arrendar. São Migueltambém valorizou +13% no último mês, fixando-se nos 900€. A Terceira manteve-se nos 850€, com uma valorização anual significativa de +27%.
VENDA
O preço médio de venda de imóveis em Portugal aumentou ligeiramente para 419.000€, refletindo um crescimento mensal de +1% (415.000€) e anual de +20% (350.000€). Lisboa, Faro e as Ilhas continuam entre as regiões com maior valorização.
Norte
Na região Norte, o Porto ultrapassou os 400.000€, com uma valorização anual de +14%. Braga manteve-se nos 349.900€, mas com um crescimento de +17% face ao ano anterior. Aveiro registou uma subida moderada (360.000€, +1%), enquanto Viana do Castelo valorizou +20% no último ano, fixando os valores médios em 300.000€. Viseumanteve os 190.000€, e Vila Real subiu +5% mensalmente e anualmente. Em contrapartida, Bragança diminuiu para os 110.000€ (-7% mensal e -12% anual), e a Guardadesceu ligeiramente para os 100.000€, ainda assim com um crescimento de +18% face a junho de 2024.
Centro
No centro, Lisboa reforçou a sua posição como o distrito mais caro do país, atingindo os 650.000€, com uma subida mensal de +2% e anual de +30%. Coimbra valorizou +10% no mês e 38% no ano, atingindo os 275.000€. Santarém (247.203€) e Leiria (330.000€) também seguiram esta tendência, com crescimentos anuais superiores a +20%.Castelo Branco manteve os 85.000€, com um ligeiro aumento anual de +6%.
Sul
No Sul, Faro aproximou-se dos 530.000€, com um crescimento sustentado (+1% mensal, +19% anual). Setúbal subiu para os 450.000€, com uma valorização de +17% em 12 meses. Beja e Évora registaram subidas expressivas (195.000€ e 277.000€, respetivamente), com crescimentos anuais de +40% e +29% e mensais de +8% e +9%, respetivamente. Portalegre manteve-se nos 120.000€, com uma valorização anual de 26% (95.500€).
Ilhas
A evolução nos arquipélagos voltou a ser marcada por fortes oscilações. A. A Ilha da Madeira, apesar de uma quebra mensal de -5%, mantém-se entre as zonas mais caras do país, com um valor médio de 550.000€, assim como a Ilha da Terceira registou uma diminuição de -3%, quer mensal quer anual, fixando os valores médios em 175.000€.
