O frio e o mau tempo estão à porta e isso significa que muitos idosos passam a ficar mais tempo em casa, menos ativos e mais vulneráveis – um contexto que pode aumentar a sua fragilidade e contribuir para o desenvolvimento de malnutrição.
O inverno está a chegar e, com ele, uma realidade que se repete todos os anos: o isolamento crescente entre os mais velhos. As temperaturas baixas e o mau tempo levam muitos idosos a reduzir o contacto social e a permanecer mais tempo em casa, uma tendência que tem impacto direto na sua saúde física e emocional.
De acordo com dados recentes do Instituto Nacional de Estatística e dos Censos 2021, quase 40% dos idosos com mais de 80 anos vivem sozinhos. No total, mais de meio milhão de portugueses com 65 ou mais anos vivem sós, um número que continua a aumentar de ano para ano. Além disso, a população idosa em Portugal cresce cerca de 2% ao ano, o que coloca o nosso país entre os mais envelhecidos da União Europeia[2].
O isolamento, a redução da atividade física e, muitas vezes, o menor apetite são fatores que, combinados, aumentam o risco de malnutrição, uma condição que muitas vezes passa despercebida. De acordo com especialistas em nutrição clínica, 1 em cada 3 idosos que vivem em casa pode estar em risco de malnutrição, valor que sobe ainda mais em contexto hospitalar ou institucional.1
Neste contexto, Fortimel, marca da Danone Nutricia dedicada à gestão nutricional da malnutrição associada a doença, desafiou a Dra. Margarida Graça Santos a explicar como reconhecer e combater esta condição: “Muitos familiares associam a perda de apetite, o cansaço ou a perda de peso simplesmente à idade, quando, na verdade, podem ser sinais precoces de malnutrição”, explica Margarida Graça Santos, Médica Especialista em Medicina Geral e Familiar, acrescentando que “Mesmo pequenas perdas de peso em idosos podem ter um grande impacto na força e na recuperação de doenças. Por isso, é fundamental agir cedo”.
A malnutrição pode ter múltiplas causas, desde a falta de apetite e dificuldades em mastigar ou engolir, até à solidão e à redução dos rendimentos, que limitam a qualidade da alimentação. Esta condição aumenta o risco de internamentos prolongados, perda de autonomia, além de comprometer a recuperação de cirurgias e doenças sazonais, como as gripes e viroses típicas do inverno.
“Garantir uma boa nutrição é um dos pilares mais importantes para envelhecer com saúde”, esclarece a profissional de saúde. “Refeições pequenas, densas em energia e proteína, com cores e sabores apelativos, podem fazer toda a diferença. E, quando não são suficientes, o médico ou nutricionista pode recomendar a toma de suplementos nutricionais orais, alimentos para fins medicinais específicos para a gestão nutricional da malnutrição de forma a reforçar a ingestão de energia e nutrientes”.
Num país cada vez mais envelhecido, o desafio é coletivo: olhar com atenção para os sinais de malnutrição nos nossos pais, avós e vizinhos, sobretudo nesta época do ano. Estar atento é cuidar e pode fazer toda a diferença na qualidade de vida e na autonomia de quem mais gostamos.
