Diretamente do Dão, mais propriamente da Quinta de Lemos foi criado um pack que reúne as três variedades de Azeite Extra Virgem Quinta de Lemos – Galega, Arbequina e Cobrançosa -, criadas pela azeitóloga Cátia Correia.
Fazer a experiência de uma boa prova sensorial é o que está a pedir este conjunto que revela três perfis distintos que se complementam na mesa.
Produzidos a partir de azeitonas colhidas manualmente e transformadas num curto espaço de tempo para preservar frescura e qualidade, estes azeites refletem o compromisso da Quinta de Lemos com a excelência e o respeito pela natureza, onde todos os tratamentos são devidamente controlados e dentro do regime de proteção integrada.
Composto por três garrafas de 500 ml, este pack apresenta um PVP de 50€.
Não é costume ligar muito às fichas técnicas do azeite, ao contrário do que acontece com as do vinho, mas como o produtor no-las forneceu vamos divulgá-las no final de cada comentário a cada uma das três variedades.
A galega bem portuguesa
Comecemos pelo azeite feito com a Galega, uma variedade tipicamente portuguesa, com frutos de forma cilíndrica, de cor preta intensa. É a variedade mais difícil de colher pois tem um pedúnculo bastante vincado à Oliveira. As árvores crescem em encostas situadas entre os 350-400 metros de altitude.
A colheita é feita manualmente nas oliveiras de pequeno porte, mas nas de maior porte são utilizados aparelhos vibratórios que não danificam nem partem o lenho da Oliveira, tal como nas restantes variedades da Quinta de Lemos.
As azeitonas colhidas são logo encaminhadas para o lagar.
A extração é feita nas 24h seguintes após a apanha por processos mecânicos a baixas temperaturas (inferior a 30ºC). É uma extração contínua num lagar de 2 fases, o processo de decantação demora aproximadamente 2 meses. Um “modus operandi” igualmente semelhante ao das outras varietais.
Características físico-químicas:
Acidez: 0.18
Índice de Peróxidos: <20
Notas de prova:
Azeite perfumado, com pequenos apontamentos de maçã verde. Na boca é doce e harmonioso, com um final de boca longo e persistente a frutos secos.
Arbequina nasceu na Catalunha
O Azeite Arbequina, provavelmente nascido na localidade de Arberca, na Catalunha tem um perfil mais suave, destaca-se pela sua entrada aveludada e notas elegantes de casca de banana, equilibrando leveza com um toque picante e baixo amargor.
Os frutos são de pequeno calibre e arredondados e têm uma cor verde- arroxeada.
Tem um rendimento médio e um baixo nível de polifenóis, sendo uma variedade mais suscetível à oxidação.
Os azeites obtidos apresentam uma coloração dourada.
As árvores crescem em encostas situadas entre os 350-400 metros de altitude.
Características físico-químicas
Acidez: 0.12
Índice de Peróxidos: <20
Notas de prova:
De sabor frutado maduro, tem uma entrada de boca aveludada com notas ligeiras a casca de banana. Leve, picante e baixo amargor. Cobrançosa uma joia transmontana A varietal Cobrançosa pode ter surgido em Trás-os-Montes, fruto de inúmeros cruzamentos milenares.
A azeite extraído de azeitona cobrançosa tem boa intensidade aromática, com notas de erva verde e folha de oliveira, num conjunto harmonioso com final longo e persistente.
Variedade de grande calibre e com bons rendimentos, confere azeites bastantes ricos em polifenois, protegendo-o assim da oxidação.
As árvores crescem em encostas situadas entre os 350-400 metros de altitude.
Extracção
As azeitonas colhidas são selecionadas no terreno e colocadas em caixas que são logo encaminhadas para o lagar.
A extração é feita nas 24h seguintes após a apanha por processos mecânicos a baixas temperaturas (inferior a 30ºC).
Características físico-químicas
Acidez: 0.15
Índice de Peróxidos: <20
Notas de prova:
Frutado a erva verde, com notas de folha de oliveira, de maçã verde e amêndoa. É um conjunto harmonioso, com final de boca longo e persistente.
