Em 2026, a pick-up japonesa da Isuzu chega ao mercado português com um conjunto de renovações importantes: um novo motor diesel de 2,2 litros, com mais binário, novas transmissões e uma gama reforçada para responder tanto ao trabalho duro como a uma utilização mais recreativa.
A principal novidade está debaixo do capot. O anterior motor 1.9 dá lugar a um novo bloco turbodiesel de 2.164 cm³, com quatro cilindros em linha, 164 cv às 3.600 rpm e 400 Nm disponíveis entre as 1.600 e as 2.400 rpm. A potência mantém-se, mas o binário sobe de forma significativa, e isso é o que mais interessa numa pick-up: força utilizável, capacidade de arranque, maior à-vontade em carga e melhor resposta em situações exigentes.
Logo às 1.000 rpm, o novo motor já entrega 255 Nm, o que representa uma melhoria expressiva face ao anterior 1.9. Na prática, isto deverá traduzir-se numa condução menos dependente da caixa, mais confortável em manobras, subidas, circulação fora de estrada ou quando há peso na caixa de carga. É uma evolução menos vistosa no papel do que um grande aumento de potência, mas muito mais relevante no uso real.
Caixa manual de 6 ou automática de 8
A D-Max 2026 passa também a contar com duas transmissões revistas. A caixa manual Isuzu de seis velocidades regressa à gama, agora adaptada ao binário superior do novo motor. Para quem prefere mais conforto, surge uma nova automática Aisin de oito relações, afinada especificamente para o 2.2. A promessa é simples: passagens mais suaves, melhor aproveitamento do binário e menor rotação em velocidade estabilizada, com ganhos em conforto e eficiência.
A Isuzu sublinha que o aumento de cilindrada e binário não penaliza os consumos face ao anterior motor. Nas fichas técnicas da gama, os valores combinados WLTP variam, consoante a versão, entre 8,3 e 9,0 l/100 km, com emissões de CO₂ entre 220 e 236 g/km. O motor cumpre a norma Euro 6e-bis e recorre a um sistema de pós-tratamento com DPD, LNT, SCR e DOC.
Mas uma D-Max continua a ser, antes de tudo, uma ferramenta. E é nesse ponto que a pick-up mantém argumentos fortes. O peso bruto pode chegar aos 3.100 kg, a carga útil ultrapassa uma tonelada nas várias configurações e a capacidade máxima de reboque com travões atinge os 3.500 kg nas versões 4×4. O peso máximo combinado chega aos 6.000 kg.

Altura ao solo de até 24 cm
Fora de estrada, a D-Max conserva a receita que lhe tem dado reputação. As versões 4×4 contam com bloqueio do diferencial traseiro, capacidade de passagem a vau de 80 cm, altura ao solo até 24 cm e ângulos de ataque, ventral e saída de 30,5º, 22,9º e 24,2º, respetivamente, nas configurações mais capazes. A suspensão dianteira independente com braços triangulares duplos e molas helicoidais combina-se com eixo rígido traseiro e molas de lâminas, uma solução clássica, robusta e adequada ao tipo de utilização que se espera de uma pick-up deste segmento.
A imagem também foi revista. A dianteira recebe nova grelha, óticas redesenhadas, entradas de ar com desenho mais expressivo e faróis de nevoeiro de maiores dimensões. Na traseira, há novas óticas, novo para-choques e novo puxador do portão. A D-Max não tenta esconder a sua natureza utilitária, mas surge agora com uma presença mais forte e moderna.
No interior, a evolução é igualmente visível. As versões mais equipadas podem incluir painel de instrumentos LCD de 7 polegadas, sistema multimédia de 9 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto, ar condicionado automático dual zone, sistema Passive Entry Start, bancos em pele, bancos dianteiros aquecidos, câmara 360º e oito altifalantes. Nas versões de entrada, a abordagem mantém-se mais funcional, com ecrã de 8 polegadas, ar condicionado manual, cruise control, câmara traseira e comandos no volante.

Desde os 33 188€ + IVA
A oferta em Portugal mantém uma das maiores amplitudes do segmento. Há cabina simples, cabina longa e cabina dupla, versões 4×2 e 4×4, opções manuais e automáticas, e diferentes níveis de equipamento orientados para trabalho ou lazer. Na cabina dupla, a gama inclui versões L, LS e LSE, com possibilidade de três ou cinco lugares.
Para quem procura uma D-Max com uma atitude mais assumidamente lifestyle, a série especial V-Cross será limitada a 20 unidades. Baseada na cabina dupla 4×4 LSE, acrescenta elementos específicos como roll top, sailplane, bedliner, guarnição frontal, pneus BF Goodrich, abas de rodas, amortecedor do portão traseiro, badge V-Cross e embaladeiras próprias.
Os preços em Portugal começam nos 33.188 euros + IVA para a cabina simples de dois lugares. A cabina longa arranca nos 36.908 euros + IVA, enquanto a cabina dupla começa nos 38.508 euros + IVA. A garantia é de cinco anos ou 100.000 km.
Artigo por Rui Reis

