
O Alentejo tem alma. Um passado marcado pela terra, pela tradição e pela elegância do cavalo lusitano. Mas também um futuro que se constrói a partir deste património único. Foi com este espírito que o Grupo Vila Galé, a Companhia das Lezírias, a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão (EPDRAC) e o Turismo do Alentejo e do Ribatejo, E.R.T. uniram forças para dinamizar o turismo equestre e valorizar ainda mais o que de melhor Portugal tem para oferecer.
O palco desta aliança? Alter do Chão, terra onde a história do cavalo lusitano se escreve há séculos. O compromisso? Criar experiências inesquecíveis, que vão muito além do turismo e da hotelaria tradicional.
Um novo fôlego para o turismo equestre
Com esta parceria, o Hotel Vila Galé Collection Alter Real, situado nas antigas instalações da Coudelaria de Alter, reforça a sua posição como um dos grandes polos do turismo rural e equestre. Os planos incluem apresentações regulares, a preservação das raças autóctones e a dinamização de atividades que farão as delícias de quem vive e respira a cultura equestre.
Para Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Grupo Vila Galé, este é um passo natural:
“O turismo equestre tem um enorme potencial, e Alter do Chão reúne todas as condições para se afirmar como um destino de referência. O nosso objetivo é proporcionar experiências diferenciadoras, valorizando o território e a sua cultura.”
E a inauguração desta nova fase não podia ter sido mais simbólica. Mais de 150 convidados assistiram a um dia repleto de tradição e excelência, com demonstrações da Charanga da GNR, atuações dos alunos da EPDRAC e uma exibição da Escola Portuguesa de Arte Equestre.

Um dia para a história
A receção não podia ter sido mais imponente: alunos da EPDRAC guiaram os convidados pela Coudelaria, como se de uma viagem no tempo se tratasse. Pelo caminho, uma impressionante demonstração de falcoaria, visita à Eguada, passagem pelo Lagar e Enoteca e, claro, o icónico Picadeiro D. José de Athayde, onde a arte equestre se revelou na sua máxima expressão.
Para Vera Tita, diretora da EPDRAC, este evento representa mais do que um simples protocolo:
“Quando se juntam esforços, quando se partilham ideias, não há limites para o que podemos alcançar. Este projeto não só qualifica os nossos alunos para o mercado de trabalho, como reforça a ligação entre tradição e inovação.”

A consagração da Arte Equestre Portuguesa no Turismo do Alentejo e Ribatejo
E se dúvidas houvesse sobre a importância do cavalo lusitano na identidade nacional, 2024 trouxe uma resposta à altura. A Arte Equestre Portuguesa foi classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, após um processo iniciado em 2015. Uma conquista que reflete séculos de dedicação, paixão e mestria na arte de montar e ensinar.
Para José Manuel Santos, Presidente do Turismo d0 Alentejo e Ribatejo E.R.T, a aposta na arte equestre é, claramente, um caminho a seguir por uma Região de Turismo que tem na sua esfera de influência locais tão icónicos para a Arte Equestre como a Golegâ ou Alter do Chão, entre outros:
“Temos inúmeros recursos na região ligados à Arte Equestre e temos de potenciar o turismo ligado a esta atividade. Não será uma tarefa fácil, porque este é um produto complexo, mas esta visita a Alter do Chão prova que é possível criar atividades integradas e conteúdos de extremo interesse relacionados com este setor. Temos de dar visibilidade à Arte Equestre Portuguesa como catalisador de turismo, tanto a nível nacional como, acima de tudo, internacional. Julgamos que, lá fora, esta atividade tem um potencial imenso para atrair turistas de todo o mundo. Agora é criar as ferramentas para o fazer e dar as condições para que os turistas a possam vir conhecer, tendo uma oferta hoteleira de qualidade e programas atrativos.”
Artigo por Rui Reis


