O vinho Invisível Blanc de Noir foi apresentado (e colocado à venda) no passado dia 1 de Abril, o chamado Dia das Mentiras. Aliás tem sido sempre lançado neste dia ao longo da sua existência de quase duas dezenas de anos. Porquê? Muito simplesmente porque é uma mentira, é um vinho branco sim, mas feito de uvas tintas.
Feito na Adega da Ervideira, na Herdade da Herdadinha, Ervideira, propriedade de Duarte Leal da Costa, é também por essa razão que o seu nome é invisível… apenas de cor, porque as restantes qualidades de um bom vinho estão todas lá, incluindo um agradável toque de tanino que o torna um grande companheiro à mesa.
O Invisível Blanc de Noir resulta do sumo de uva da casta Aragonez, uva muito acarinhada no Alentejo (tem o nome de Tinta Roriz no Douro e Tempranillo em Espanha). Destaca-se pela sua cor cristalina e no aroma
revela notas de chá grey, hortelã e salva, proporcionando uma
sensação de frescura com uma acidez equilibrada e um final
de boca elegante.
O Invisível nasceu em 2009, depois de dois anos de estudo onde se procurou um vinho que aliasse uma nova tecnologia de vinificação à exploração de novos mercados.
Como nasce o Invisível? Faz-se a extração com prensagem suave do mosto evitando o contacto com a película da uva (onde se situa a matéria corante, tecnicamente as antocianinas) e, consequentemente, a extração de cor. De seguida, o mosto é sujeito a temperaturas muito baixas, permitindo estabilizar a pouca cor existente, dando origem a um estilo de vinho até então inexistente, criando, obviamente um novo mercado. O enólogo responsável é Nelson Rolo.
Onde há muitos anos se pratica esta técnica de fazer brancos com uvas tintas é em França, na região do Champagne, com as uvas tintas Pinot Noir ou Pinot Grigio.
Hoje, o Invisível conquista um público mais jovem, apreciador de bons vinhos e de momentos de alegria e descontração. Se os vinhos tintos são frequentemente associados a ocasiões mais formais, o Invisível adapta-se a momentos mais leves, festivos e sociais. É um vinho versátil, capaz de acompanhar desde sashimi ou steak tartar, até bochechas de porco preto, peixes grelhados, frutas ou sobremesas. Um vinho que “sabe estar à mesa” com pratos e pessoas muito diferentes.
Ao longo dos anos a procura do Invisível intensificou-se tendo Duarte Leal da Costa, de aumentar a área de vinha e de adaptar por três vezes a adega para conseguir dar resposta à procura dos consumidores.
A produção atingiu as 180.000 garrafas, das quais mais de 35.000 foram vendidas logo no lançamento.
Igualmente por informação do proprietário, actualmente, o Invisível é o vinho blanc de noir mais vendido no mundo.
Como curiosidade, refira-se que a recente apresentação ocorreu durante um almoço no Centro Cultural de Belém, no Restaurante Este Oeste, sendo o Invisível servido sempre à mesma temperatura, testando a sua versatilidade gastronómica. O menu, concebido para desafiar o vinho, incluiu:
• Ika Tagliatelle: sashimi de lula com caldo de miso e citrinos
• Carpaccio di Manzo: novilho, pesto de manjericão, rúcula e parmesão
• Sashimi de atum Bluefin
• Risotto de cogumelos (prato principal)
• Tiramisù (sobremesa)
A 17º edição do Invisível está agora disponível nos pontos de venda habituais com um PVP de 14,5€.
Em 2025, havia sido apresentado o G(In)visivel, um gin produzido a partir das destilações sucessivas das massas do Invisível. Posteriormente, estagia com diversos botânicos, zimbro, citrinos e ervas aromáticas da nossa região, como alecrim e rosmaninho, assim como com massas frescas de
Invisível, sendo depois novamente destilado. O resultado é um gin diferenciador, fresco e altamente apelativo.
Uma novidade agora apresentafa foi o Invisível Brut Nature, um espumante Blanc de Noirs de boa qualidade.
Invisível, porque a sua base é um Blanc de Noirs, agora elaborado com Aragonez e Syrah, revelando bastante frescura e mineralidade. Brut Nature, porque não tem adição de açúcares. A primeira experiência, foi agora com apenas 12.000 garrafas, esgotou em apenas 5 semanas, gerando uma forte procura por parte do mercado. Um verdadeiro sucesso à nascença, que levou o produtor a avançar para as 30.000 garrafas.
Com isso, a Ervideira ultrapassou as 200.000 garrafas produzidas em 2025, prevendo atingir, em 2027, mais de 2 milhões de euros de faturação nesta marca.
Segundo o produtor, para o ano haverá outra novidade, mas Duarte Leal da Costa quis manter o segredo do que se tratará… dizendo apenas que será uma proposta que promete reforçar a dimensão festiva e emocional da marca.


