Preço médio de venda cresce 11,5% e fixa-se nos 435.000€
O Imovirtual, portal imobiliário de referência, divulga o Barómetro Geral de janeiro de 2026, que analisa a evolução dos preços médios anunciados de arrendamento e venda em Portugal, incluindo as regiões autónomas. A análise compara os dados de janeiro de 2026 com dezembro de 2025 e janeiro de 2025.
ARRENDAMENTO
A renda média nacional alcançou 1.450€ em janeiro de 2026, refletindo uma subida de +7,4% face a dezembro (1.350€) e um aumento de +16% em termos homólogos(1.250€). A evolução confirma a continuidade da pressão no mercado de arrendamento, com subidas generalizadas e poucos sinais de abrandamento.
Norte
No Norte, a renda média regional fixa-se nos 800€, mantendo-se inalterada face ao mês anterior e 6,7% acima do valor registado em janeiro de 2025. O Porto reforça a liderança regional ao atingir 1.150€, após um crescimento mensal e anual de +4,5%. Braga mantém-se nos 950€, estável no mês e com uma valorização homóloga de +5,6%. Aveiro permanece nos 900€, sem variação mensal nem anual, enquanto Viana do Castelo se mantém nos 800€, igualmente estável face a dezembro e a janeiro do ano passado. Entre os distritos com maior consolidação, Vila Real fixa-se nos 600€ (+12,1% anual) e Viseu nos 700€ (+7,7%). Em sentido inverso, Bragança regista uma correção mensal para 550€ (-15,4%), embora permaneça +15,8% acima do valor observado em janeiro de 2025.
Centro
No Centro, a renda média mantém-se nos 800€, com uma subida anual de +5,3%. Lisboa continua a destacar-se como o distrito mais caro do país, ao atingir 1.800€, após uma subida mensal de +4% e homóloga de +5,9%. Coimbra mantém-se nos 800€, mas evidencia uma valorização anual significativa de +11,1%, enquanto Santarém sobe para 800€, com um crescimento mensal de +1,3% e anual de +6,7%.
Leiria regista um ajustamento mensal para 850€ (-5,6%), mantendo ainda crescimento em termos homólogos (+6,3%). A Guarda apresenta um comportamento volátil, ao subir para 490€ em janeiro (+8,9% face a dezembro), mas mantendo-se 23,4% abaixo do valor registado em janeiro de 2025 (640€).
Sul
No Sul, a pressão é mais evidente. A renda média regional sobe para 1.200€, refletindo uma valorização mensal de +9,1% e anual de +20%. Évora acompanha esta trajetória e fixa-se igualmente nos 1.200€ (+9,1% no mês; +20% em termos homólogos), enquanto Setúbal avança para 1.250€, após uma subida mensal e anual de +4,2%, reforçando a pressão na área metropolitana alargada de Lisboa. Faro mantém-se entre os distritos mais caros do país, nos 1.300€, estável face a dezembro, mas com uma valorização anual de +8,3%. Já Portalegre sobe para 610€ (+10,9% mensal; +1,7% anual), enquanto Beja recua para 750€ em termos mensais (-6,3%), mantendo ainda um crescimento homólogo de +7,1%.
Ilhas
Nas regiões autónomas, a renda média regional recua para 850€, após as subidas expressivas registadas ao longo de 2025. Ainda assim, a Madeira volta a destacar-se, ao atingir 1.700€, após um aumento mensal de +21,4% e anual de +13,3%, mantendo-se entre os mercados mais pressionados do país. Em São Miguel, a renda permanece nos 1.200€, com uma valorização homóloga muito expressiva de +50%, enquanto a Terceira se fixa nos 700€, estável no mês, mas 12,5% abaixo do valor registado no mesmo período do ano anterior.
VENDA
No mercado de compra, o preço médio nacional de venda atingiu os 435.000€ em janeiro de 2026, traduzindo uma pequena subida de +1,2% face a dezembro e um crescimento anual de +11,5%, confirmando a continuidade da valorização observada ao longo de 2025.
Norte
No Norte, o preço médio regional situa-se nos 295.000€, após uma subida mensal de +1,7% e anual de +9,3%. O Porto mantém-se como o distrito mais caro da região, nos 420.000€, apesar de uma correção mensal de -2,3%, mantendo ainda crescimento homólogo de +7,7%. Braga avança para 370.000€ (+0,5% mensal; +13,8% anual) e Aveirofixa-se nos 375.000€, com ligeira descida mensal (-1,3%), mas subida anual de +10,3%. Entre os maiores destaques, Viseu atinge 230.000€, com um aumento anual de+27,8%, enquanto Viana do Castelo sobe para 287.750€ (+2,8% mensal; +9,3% anual). Bragança fixa-se nos 120.000€, com subida mensal (+2,1%), mas queda face ao ano anterior (-4%).
Centro
O Centro apresenta uma das evoluções mais acentuadas do país, com o preço médio a atingir 280.000€, o que corresponde a uma subida anual de +27,1%. Lisboa reforça a liderança nacional ao subir para 650.000€ (+3,2% mensal; +15% anual). Santarém destaca-se com uma valorização homóloga de +34,5%, atingindo 269.000€, enquanto Coimbra sobe para 290.000€ (+1,8% mensal; +28,9% anual). Leiria fixa-se nos 337.000€ (+2,1% mensal; +20,4% anual), Castelo Branco mantém-se nos 100.000€ (estável no mês; +17,6% anual) e a Guarda permanece próxima dos 100.000€, com crescimento anual mais contido (+2%).
Sul
No Sul, o preço médio regional sobe para 277.000€, refletindo uma valorização anual de +16,6%. Faro reforça a liderança regional ao atingir 590.000€, após uma subida mensal de +1,7% e anual de +23,2%, enquanto Setúbal avança para 492.000€, com um crescimento mensal de +2,5% e anual de +17,4%, acompanhando o movimento de procura proveniente da Área Metropolitana de Lisboa. Também em mercados mais periféricos se registam subidas relevantes, com Portalegre a atingir 132.000€ (+1,5%mensal; +29,4% anual) e Beja a fixar-se nos 196.000€ (+0,5% mensal; +18,8% anual).
Ilhas
Nas Ilhas, o preço médio regional alcança 300.000€, uma subida de +41,2% face a janeiro de 2025. A Madeira fixa-se nos 600.000€, mantendo-se entre os mercados mais valorizados do país (+4,3% mensal; +17,6% anual). São Miguel sobe para 399.950€, com um crescimento anual de +25%, enquanto a Terceira regista uma das maiores valorizações do país, ao atingir 275.000€, após um aumento mensal de +37,5% e anual de +57,1%.
Os dados de janeiro mostram que o arrendamento continua a crescer a um ritmo superior ao da venda, intensificando a pressão sobre o acesso à habitação, sobretudo nos grandes centros urbanos, no Sul e em algumas regiões insulares. Em paralelo, o mercado de compra mantém uma trajetória de valorização consistente, cada vez mais alargada a distritos fora dos eixos tradicionais.
Este primeiro barómetro de 2026 confirma que os desequilíbrios no mercado imobiliário português persistem e continuam a marcar o início do ano.
