
O Governo prepara uma nova edição do concurso de apoio à compra de veículos de baixas emissões com lançamento esperado ainda no primeiro trimestre de 2026, com ambição de arrancar até março. A dotação anunciada é de 20 milhões de euros, num sinal claro de continuidade depois de uma abertura anterior marcada pela forte procura, tendo esgotado o valor em poucas horas.
Para o consumidor, isto significa duas coisas: vai haver mais verba, mas é prudente contar com um processo rápido e competitivo. O modelo tem sido simples, apoios atribuídos por ordem de submissão até esgotar a dotação, e essa lógica, quando encontra milhares de compradores à espera, transforma o dia de abertura numa verdadeira corrida digital.
O apoio aos ligeiros de passageiros 100% elétricos, os valores que têm servido de referência são 4.000 euros para particulares e 5.000 euros para entidades como IPSS, autoridades de transporte e autarquias. E aqui entra o ponto que decide tudo: continua a exigir-se o abate de um automóvel a combustão com mais de 10 anos, uma condição que pesa tanto na decisão de compra como na preparação da candidatura.
Há também limites de preço a respeitar, que fazem diferença numa altura em que os opcionais e os packs sobem rapidamente a fatura final. O teto tem sido de 38.500 euros (com IVA e despesas) para a maioria dos casos, podendo ir até 55.000 euros quando o veículo tem mais de cinco lugares. Na prática, é o tipo de detalhe que pode fazer com que uma versão “base” encaixe e a mesma viatura com extras deixe de ser elegível.
Artigo por Rui Reis
