
A Quinta da Boeira adquiriu a Romariz Vinhos, histórica referência de Vinho do Porto, datada de 1850, reunindo novamente duas marcas centenárias com origem comum, separadas por quase 6 décadas.
Com presença em países como Dinamarca, Espanha, Áustria, França, Bélgica, Holanda, Brasil, Estados Unidos e Austrália, a Romariz prepara-se agora para chegar a dois novos mercados estratégicos – China e Nova Zelândia -, pela mão da Boeira. Reconhecida pelo seu know-how e tradição, a Romariz Vinhos passa a integrar o portefólio da Quinta da Boeira, reforçando a projeção internacional do vinho do Porto, considerado por muitos o “mais precioso” néctar português.
A aquisição permite à Quinta da Boeira alargar o seu portefólio e atuar em diferentes segmentos do mercado de Vinho do Porto, combinando tradição e inovação. Com a Romariz, a empresa procura consolidar a sua presença em mercados intermédios de alto valor, mantendo o contacto com clientes tradicionais e abrindo oportunidades em novos territórios.
A Romariz Vinhos traz consigo um reconhecido portefólio internacional de clientes, garantindo continuidade e expansão da presença global da Quinta da Boeira, adianta Albino Jorge, sócio-gerente da empresa.
De referir que a operação em causa surge num momento de crescimento do setor do Vinho do Porto, especialmente na categoria premium e especiais, onde a Boeira atua. Ao apostar nestes segmentos, a empresa evita a concorrência intensa dos mercados de baixo valor, focando-se em vinhos de prestígio com maior reconhecimento internacional.
Ligação entre Boeira e Romariz
A Boeira e a Romariz foram criadas no início do século XIX por um emigrante português, regressado do Brasil, que estabeleceu a sua residência na Quinta da Boeira, em Vila Nova de Gaia, e construiu um armazém para a exportação de Vinho do Porto. As duas foram utilizadas para diferentes mercados e conquistaram grande sucesso.
Ao longo do século XIX, a Quinta da Boeira e a Romariz Vinhos seguiram caminhos distintos. Em 1966, os descendentes venderam parte do património, incluindo a Quinta, o armazém e os stocks de vinho, separando as marcas por quase seis décadas. Em 1999, a Quinta esteve em risco de ser transformada num condomínio privado, mas a iniciativa de um grupo local e do Padre Freitas, na altura diretor do Colégio dos Carvalhos, permitiu a aquisição da Boeira, garantindo a preservação da propriedade e o vínculo histórico entre o vinho e a quinta. Com a recente compra da Romariz, as duas “irmãs” voltam a unir-se.
