
Dormir mal, divisões demasiado quentes e contas de eletricidade mais elevadas são alguns dos efeitos de casas com fraco isolamento térmico. Especialistas alertam que melhorar a eficiência dos edifícios é hoje uma questão de conforto, saúde e qualidade de vida.
Todos os verões repetem-se as mesmas queixas: quartos onde é difícil dormir, salas que acumulam calor durante todo o dia e ventoinhas ou aparelhos de ar condicionado ligados durante horas para tornar a casa minimamente confortável.
Apesar de muitos procurarem soluções através da climatização, o problema começa, muitas vezes, na própria construção da habitação.
Segundo dados da ADENE, cerca de metade dos imóveis certificados em Portugal apresenta classes energéticas entre F e D, revelando um parque habitacional que continua pouco preparado para enfrentar temperaturas extremas.
A falta de isolamento térmico permite que o calor atravesse facilmente paredes e coberturas, tornando difícil manter uma temperatura agradável no interior das casas durante os meses mais quentes.
Especialistas defendem que um edifício energeticamente eficiente consegue manter temperaturas interiores mais estáveis durante todo o ano, reduzindo tanto a necessidade de aquecimento no inverno como de arrefecimento no verão.
Segundo a ADENE, intervenções na eficiência energética podem reduzir até 75% as necessidades de arrefecimento das habitações.
Um dos modelos de construção que mais tem ganho destaque é o conceito Passive House, baseado numa envolvente térmica altamente eficiente que limita as trocas de calor com o exterior e proporciona elevados níveis de conforto.
Para além da poupança energética, a escolha dos materiais influencia também a segurança e a durabilidade da habitação.
Em comunicado, a empresa Rockwood destaca a utilização de isolamento em lã de rocha, um material não combustível, classificado com Euroclasse A1, que contribui para retardar a propagação do fogo e mantém as suas propriedades térmicas durante décadas. Segundo Miguel Ángel Gallardo, Business Unit Director desta empresa a nível da Península Ibérica, investir na eficiência dos edifícios representa benefícios muito para além da redução da fatura energética: “A aposta na reabilitação e na construção eficiente não é apenas uma questão de conforto, é também uma resposta concreta às metas ambientais e energéticas que Portugal e a Europa têm pela frente. Reduzir o consumo dos edifícios significa reduzir emissões, aliviar a pressão sobre as redes de energia e melhorar a qualidade de vida de quem os habita.”
Com as ondas de calor a tornarem-se cada vez mais frequentes em Portugal, o desempenho térmico das habitações começa a assumir um papel decisivo na adaptação das cidades às alterações climáticas e na proteção do bem-estar dos seus habitantes.