
Há mais de 20 anos que o Q7 representa uma interpretação muito própria daquilo que deve ser um grande SUV premium. Foi também o modelo que, em 2005, abriu definitivamente à Audi as portas de um segmento que viria a tornar-se decisivo para as marcas de luxo. Duas décadas depois chega a terceira geração e o novo Audi Q7 já pode ser encomendado em Portugal, com preços a partir de 110.000 euros.
As encomendas estão abertas na Rede de Concessionários Audi e, pelo menos nesta fase inicial, a escolha mecânica é simples. O Q7 chega entre nós com o 3.0 V6 TDI quattro de 299 cv, associado a uma caixa automática tiptronic de oito velocidades e à tração integral permanente quattro.
Diesel, sim. Mas com ajuda elétrica
Num momento em que grande parte das novidades automóveis passa inevitavelmente pela eletrificação total ou pelos híbridos plug-in, a Audi escolheu para o lançamento português uma solução particularmente adequada à vocação de grande viajante do Q7.
O V6 turbodiesel de três litros desenvolve 299 cv e 630 Nm, permitindo ao Q7 acelerar dos 0 aos 100 km/h em cerca de seis segundos. Mas é a tecnologia MHEV plus que distingue este conjunto das soluções mild hybrid mais convencionais.
O sistema inclui uma bateria de fosfato de ferro-lítio e um gerador integrado na transmissão capaz de acrescentar temporariamente até 18 kW, ou 24 cv, e 370 Nm de binário. Pode ainda movimentar parcialmente o automóvel através de energia elétrica em situações como estacionamento, manobras ou circulação urbana a baixa velocidade.
Um compressor elétrico ajuda, por sua vez, o V6 a responder mais depressa ao acelerador, reduzindo o habitual tempo de resposta do turbo.

Não transforma o Q7 num elétrico nem dispensa o gasóleo. A ideia é outra: aproveitar a eletrificação para tornar um motor particularmente adequado a percorrer grandes distâncias mais rápido na resposta e mais eficiente na utilização diária. A Audi Portugal anuncia um consumo combinado de 7,3 l/100 km para a versão atualmente apresentada no mercado nacional.
Cinco, seis ou sete lugares
Mais do que as prestações, é provavelmente o espaço que continua a justificar a existência de um Q7. A terceira geração pode ser configurada com cinco, seis ou sete lugares, com uma solução pouco comum na configuração de seis lugares: dois bancos individuais na segunda fila e outros dois na terceira.
Na versão de cinco lugares, a bagageira pode oferecer 806 litros, chegando aos 2075 litros com os bancos traseiros rebatidos. No modelo de sete lugares, a capacidade máxima é de 1980 litros. A segunda fila permite ainda instalar três cadeiras de criança lado a lado, algo que diz bastante sobre o tipo de utilização para o qual este Audi foi pensado.
É grande, portanto, mas procura esconder melhor o tamanho através de uma carroçaria mais definida e de uma postura visual bastante mais moderna. A grelha Singleframe continua inevitavelmente a dominar a frente, agora acompanhada por novas assinaturas luminosas e, opcionalmente, por faróis Digital Matrix LED com tecnologia micro-LED. Na traseira podem surgir grupos óticos OLED digitais, também eles configuráveis.

Muito equipamento logo de série
O habitáculo segue a atual linguagem digital da Audi e concentra grande parte da informação num painel panorâmico orientado para o condutor. Há ainda um ecrã dedicado ao passageiro dianteiro e, entre os opcionais, soluções que vão de um sistema Bang & Olufsen com 22 altifalantes e som 4D a um teto panorâmico capaz de variar eletronicamente a transparência.
No mercado português, porém, a dotação de série já é extensa. Inclui faróis LED Plus, Audi virtual cockpit Plus, MMI Navigation Plus, Audi sound system, carregamento de smartphones por indução, bancos dianteiros aquecidos, portão da bagageira elétrico, assistente de estacionamento Plus e cruise control adaptativo.
Artigo por Rui Reis
