O Esporão abriu hoje, 18 de Setembro, as portas da Geradora, um novo abrigo na Tapada da Ajuda onde gastronomia, vinho, cultura e natureza se cruzam, num antigo edifício industrial que ganha uma nova vida em Lisboa. Um lugar para almoçar, provar, descobrir ou encontrar pessoas.
Há muitos anos, na primeira década do século passado, foi construído um edifício para albergar um gerador que fornecesse eletricidade ao Palácio da Ajuda. Nunca serviu os propósitos para que foi edificado, ficando ao abandono durante muitas dezenas de anos. Depois de décadas de abandono, foi recuperado num projeto de arquitetura do atelier Gorvell, que preservou o seu carácter industrial e muitos dos elementos originais. É o novíssimo restaurante Geradora, iniciativa da Herdade do Esporão na Tapada da Ajuda.
No Geradora pode chegar para almoçar e descobrir um azeite, participar numa prova de vinhos, admirar uma exposição, assistir a um concerto ou a uma conversa, passear pela Tapada, ou simplesmente parar e ficar. Há muitas formas de estar na Geradora e, também, muitas razões para a visitar.
Ao restaurante juntam-se uma cave e sala de provas, um museu e uma loja, a par de uma programação cultural regular, com música, cinema, exposições, conversas e outros encontros.
A sala principal tem 50 lugares e a esplanada 20 lugares, apresentando uma cozinha portuguesa livre e contemporânea, inspirada nas nossas raízes e centrada nos sabores e produtos nacionais. O produto e a sazonalidade marcam o ritmo da proposta, acompanhada por uma seleção de vinhos das diferentes origens do Esporão e pelos nossos azeites alentejanos. Uma cozinha que evolui ao longo do ano, ao sabor das estações, criando novas razões para regressar à Geradora.
Recorde-se que o Esporão nasceu no Alentejo, em 1973, crescendo depois para outras lugares, no Douro com a Quinta dos Murças, e no Vinho Verde com a Quinta do Ameal, mantendo uma relação profunda com a agricultura, os territórios e as pessoas que lhes dão vida.
Uma nota, também, sobre a Tapada da Ajuda, cuja história remonta a 1645, quando D. João IV criou a então Tapada Real de Alcântara. Após o terramoto de 1755 e a instalação da família real nos altos da Ajuda, passou a assumir a designação actual. Antigo parque de caça e espaço de recreio da família real, é atualmente sede do Instituto Superior de Agricultura (ISA), tornando-a um dos grandes espaços verdes de Lisboa, reunindo um património natural, científico e arquitetónico singular. Entre matas, campos de ensaio agrícola e coleções vegetais reunidas ao longo de mais de um século, encontra-se uma reserva botânica reconhecida pela sua floresta de zambujeiros. A paisagem é ainda marcada por importantes exemplos da arquitetura civil da segunda metade do século XIX, como o Pavilhão de Exposições e o Observatório Astronómico de Lisboa. O conjunto intramuros da Tapada da Ajuda encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público.
Chegar à Geradora faz também parte da experiência. O acesso pode ser feito de carro, de bicicleta ou a pé. A partir da entrada da Tapada junto à Faculdade de Medicina Veterinária, são apenas alguns minutos por um percurso sinalizado entre árvores e vegetação.
Horário de funcionamento
Quinta-feira a segunda-feira
Das 12h30 – 17h00


