
O Vidigueira Wine Festival decorre entre os dias 11 e 13 de setembro numa vila onde o vinho não é apenas um produto, mas uma forma de estar. O evento foi apresentado esta semana, no espaço À Margem, em Belém, juntando produtores locais e nomes como José Santos (Turismo do Alentejo e Ribatejo), Ricardo Bonito (Câmara da Vidigueira) e Diogo Freire de Andrade (curador do festival e da Casa Pereirinha). A ideia central é simples: em vez de enfiar tudo num recinto fechado, o festival transforma a região inteira no próprio palco.
O Alentejo de portas abertas
Com a curadoria da Casa Pereirinha e o apoio do Turismo do Alentejo, o festival foi desenhado para juntar visitantes, produtores e comunidade local de forma muito próxima. E setembro não podia ser melhor altura: é mês de vindimas, a altura em que as vinhas fervem de atividade e o trabalho de um ano inteiro começa finalmente a entrar nas adegas.
Durante três dias, vai poder visitar produtores, alinhar em provas comentadas, meter as mãos na massa (ou melhor, os pés nas uvas) ao som do inevitável Cante Alentejano, e ainda participar numa experiência única: criar o seu próprio vinho. Pelo meio, há claro espaço para petiscos alentejanos, música ao vivo, sunsets vínicos e piqueniques entre as cepas. Para Diogo Freire de Andrade, o objetivo é mesmo esse, “criar uma ligação genuína com o território e colocar a Vidigueira no mapa dos grandes destinos de enoturismo”.

14 produtores para descobrir no terreno
Nesta primeira edição marcam presença 14 produtores e projetos que mostram bem a diversidade da região: Quinta do Quetzal, Herdade do Rocim, Ribafreixo Wines, Casa Relvas, Herdade Grande, Quinta do Paral, Casa Agrícola, Zé Galante, Mafia Wine, Gerações da Talha, Adega Cooperativa da Vidigueira, Adega-Museu Cella Vinaria Antiqua, Taipinhas e Natus Vini.
O melhor é que não tem de ficar colado a um balcão. O festival convida-o a ir ter com eles às adegas, às propriedades e aos sítios onde a tradição se faz sentir, desde grandes nomes até projetos mais artesanais, sem esquecer os emblemáticos vinhos de talha que moldam a identidade desta zona.
Artigo por Rui Reis
