
Tratar do pelo corporal no desporto é uma decisão de saúde cutânea e de conforto prático. Ajuda a evitar a dor persistente da foliculite, facilita a aderência das ligaduras quando são necessárias e melhora a higiene e a recuperação após longas horas de treino.
Se planear o processo na pré-época e escolher uma tecnologia adequada à sua pele, pode concentrar-se na performance, na recuperação e na prevenção de lesões.
Planear o tratamento pela época desportiva
A época mais recomendável para fazer depilação a laser, se pratica desporto, é o outono ou o inverno. Porquê? Porque assim começa um plano de depilação masculina ou feminina na pré-época, longe do sol e dos treinos importantes. O laser exige evitar a exposição solar, por isso começar em maio é o erro mais comum.
O treino depois de cada sessão
Depois de cada sessão, a pele pode ficar sensível. Algumas clínicas recomendam evitar calor, suor e fricção durante 24 a 48 horas, mas esse prazo pode variar.
O problema que ninguém associa ao pelo
O atrito surge nas coxas no ciclismo, nas axilas ou nos mamilos na corrida, ou na virilha sob roupa compressiva. Suor, pressão e movimento repetido transformam incómodo em lesão.
Quando a lâmina agrava a irritação
O corte rente pode deixar uma ponta que reentra na pele. Sob a licra, aumenta o risco de pseudofoliculite na virilha, nas coxas e nos glúteos. Corta-se para aliviar e a pele inflama de novo.
Quedas, feridas e ligaduras funcionais: pensos, fitas e massagem
Numa abrasão, ou road rash, é essencial limpar, retirar detritos e aplicar o penso adequado. Menos pelo pode facilitar a observação, a colocação do penso e a remoção do adesivo.
Nas ligaduras funcionais e na kinesio tape, aparar o pelo pode facilitar a aplicação e a remoção. Não está demonstrado que seja necessário para que a fita funcione. Na massagem, a pele depilada é uma preferência prática, não uma melhoria comprovada de recuperação.
O que diz a evidência sobre o rendimento
Na natação, estudos pequenos relataram menor custo fisiológico e menor desaceleração após a remoção do pelo. É um efeito mensurável, embora a investigação seja antiga.
Correr ou pedalar mais depressa
Na corrida, não há demonstração de uma melhoria dos tempos. No ciclismo, há testes comerciais em túnel de vento, mas falta evidência robusta para comprovar ganhos. Também não está provado que a depilação melhore a termorregulação.
Zonas, sessões e escolhas sensatas
No ciclismo, convém dar prioridade às pernas e à virilha. Na corrida e no trail, virilha, coxas e axilas. Na natação, peito, costas, ombros e pernas. A depilação a laser atua no folículo. Como os pelos não crescem todos ao mesmo tempo, são necessárias várias sessões. As fontes apontam para quatro a oito sessões iniciais, com eventuais retoques. Não existe um número universal nem uma remoção «100% definitiva».
O que perguntar antes de começar
Pergunte qual é o equipamento, se é adequado ao fototipo e quem o opera. A avaliação prévia e a proteção ocular são essenciais. Em Portugal, o equipamento deve ter marcação CE.
Reduzir o atrito e as irritações da pele permite treinar com mais conforto e com menos interrupções.
Artigo patrocinado
