Há lugares que não se visitam, vivem‑se. No Algarve, entre o azul que se estende até ao limite da vista e a luz quente que só o sul sabe oferecer, o MIZU Teppanyaki tornou‑se uma dessas descobertas que merecem ser contadas. Não como recomendação, mas como experiência. Daquelas que ficam.
A primeira impressão é sempre a paisagem: o mar ali, inteiro, como se fosse parte da decoração. Mas o que verdadeiramente distingue o MIZU é a forma como nos recebe. Não com formalidade, mas com uma atenção silenciosa, quase coreografada. Um detalhe que nos marcou: sempre que voltamos da casa de banho, o guardanapo de pano está novamente dobrado, fresco, como se estivéssemos a chegar pela primeira vez. É um gesto simples, mas diz tudo sobre o lugar, e sobre quem o conduz
A viagem japonesa começa no prato
Optámos pela vertente japonesa, e foi aqui que o MIZU mostrou porque merece estar na Seleção New Men.
Começámos com gyozas delicadas, douradas, que abriram o caminho com simplicidade e sabor. Seguiu-se um sashimi de lírio, finíssimo, coberto por micro‑verdes e pimentos frescos, cada fatia parecia desenhada para a fotografia, mas sobretudo para o paladar.
A experiência avançou com a tempura de camarão, leve, crocante, mergulhada num molho que equilibra doçura e profundidade. Depois, um sashimi de salmão braseado, servido com uma folha de arroz crocante que acrescenta textura e surpresa.

Chegou então uma seleção de nigiris do chef, que conquista pela qualidade do peixe: atum impecável, salmão com flores comestíveis, caviar que acrescenta elegância e intensidade. A seguir, uromakis incríveis, onde flores comestíveis e texturas alternadas, entre o cremoso e o crocante, revelam a mão de quem domina a estética e o sabor.
E depois, os protagonistas. A carne Wagyu, suculenta, com aquela gordura perfeita que só este corte consegue oferecer. E, para terminar, um frango assado japonês, caramelizado, surpreendente, servido com arroz branco basmati que parece simples, mas não é, é conforto puro, daqueles que ficam na memória

Sobremesas que são um manifesto
No MIZU, a sobremesa não é o fim. É o ponto de exclamação.
As famosas “pedras comestíveis” chegam à mesa como uma pequena escultura zen. A surpresa está no interior: texturas, e recheios. E o mochi de líchia, delicado, minimalista, fecha a experiência com a mesma elegância com que começou.

Porquê recomendarmos?
Porque a New Men procura lugares que não são apenas bons, são marcantes. E o MIZU é exatamente isso: uma experiência que permanece. Num momento em que a gastronomia se tornou conteúdo, fotografada, partilhada e consumida à velocidade das redes, o MIZU continua a ser experiência, vivida, sentida, lembrada.
É um espaço imperdível para quem procura luxo sem ostentação, detalhe sem rigidez, e uma viagem japonesa que honra a tradição sem perder a alma contemporânea. Um lugar onde o serviço observa, onde o ambiente abraça, onde cada prato conta uma história, e onde o tempo abranda.
A Sul, há muitos lugares para descobrir. Mas poucos ficam connosco como este.



