
As férias de verão são sinónimo de descanso, mas também representam um dos períodos de maior pressão sobre o orçamento das famílias portuguesas. Entre reservas de última hora, refeições fora de casa e despesas não planeadas, bastam alguns erros para que o regresso à rotina seja acompanhado por uma fatura difícil de gerir.
Perante este cenário, o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL) identifica os cinco erros financeiros mais frequentes durante as férias e deixa recomendações para ajudar a aproveitar este período sem comprometer a estabilidade financeira.
1. Não definir um orçamento
Viajar sem um limite de despesas é um dos erros mais comuns. Estabelecer um orçamento para alojamento, alimentação, transportes, lazer e compras permite controlar melhor os gastos e reduzir o risco de recorrer ao crédito.
2. Subestimar os pequenos gastos
Um café, um gelado, um estacionamento ou uma refeição extra parecem despesas pouco significativas quando analisadas isoladamente. No entanto, ao longo de vários dias, podem representar um valor bastante superior ao inicialmente previsto. É importante incluir no orçamento uma parcela para estas despesas.
3. Deixar tudo para a última hora
Reservar alojamento, transportes ou atividades em cima da data implica, na maioria dos casos, preços mais elevados e menos opções disponíveis. O planeamento continua a ser uma das formas mais eficazes de poupar.
4. Esquecer as despesas “escondidas”
Taxas de bagagem, portagens, combustível, comissões bancárias, seguros ou custos adicionais em atividades são frequentemente desvalorizados quando se planeia uma viagem. Incluir uma margem para imprevistos ajuda a evitar surpresas desagradáveis.
5. Confundir férias com ausência de controlo financeiro
Estar de férias não significa deixar de acompanhar as despesas. Consultar regularmente os gastos e ajustar o orçamento ao longo da viagem pode evitar excessos e facilitar o regresso à rotina financeira.
“O objetivo não é gastar menos a qualquer custo, mas sim gastar de forma mais consciente. O planeamento permite aproveitar as férias com maior tranquilidade e evita que um período de descanso tenha consequências financeiras prolongadas”, refere o Presidente do ISCAL, Professor Pedro Pinheiro.
Num contexto em que muitas famílias continuam a gerir orçamentos exigentes, o ISCAL considera que a educação financeira passa também pela preparação das férias. Pequenas decisões, como comparar preços, definir um limite diário de despesas ou reservar antecipadamente, podem fazer a diferença entre um verão tranquilo e um regresso marcado por dificuldades financeiras.
