Os preços das casas para arrendar em Portugal desceram 1,2% em março, face ao mesmo mês do ano anterior. Segundo o índice de preços do idealista, arrendar casa tinha um custo de 16,4 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês, tendo em conta o valor mediano, afastando-se do máximo histórico de 17 euros/m2, registado em outubro de 2025. Trata-se de uma tendência de descida que se tem vindo a consolidar nos últimos três meses, com descidas de 1,9% em janeiro e 1,4% em fevereiro.
Cidades capitais de distrito e região autónoma
O preço das casas para arrendar aumentou em 12 das 16 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, manteve-se estável em uma e desceu nas restantes três. As maiores subidas anuais registaram-se em Bragança (23,2%), Viana do Castelo (15,2%) e Setúbal (12,2%). Seguem-se Leiria (10,8%), Ponta Delgada (10,4%), Santarém (9,2%) e Coimbra (8,8%). Também se observaram aumentos em Aveiro (5,6%), Funchal (5,5%), Castelo Branco (4,6%) e Faro (4,2%), enquanto Évora (0,6%) apresentou uma subida ligeira.
Já em Lisboa (-0,1%), os preços mantiveram-se estáveis. Em sentido contrário, registaram-se descidas anuais no Porto (-4%), Viseu (-3,9%) e Braga (-3,2%).
Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 22 euros/m2, seguida do Porto (16,8 euros/m2) e do Funchal (16,8 euros/m2). Logo depois surgem Faro (14,8 euros/m2), Setúbal (13,8 euros/m2) e Coimbra (12,9 euros/m2). Seguem-se Évora (12,3 euros/m2), Aveiro (11,5 euros/m2) e Ponta Delgada (11,1 euros/m2). No segmento intermédio encontram-se Braga (10,3 euros/m2), Viana do Castelo (9,9 euros/m2), Santarém (9,6 euros/m2) e Leiria (9,5 euros/m2).
As capitais mais económicas continuam a ser Viseu (7,5 euros/m2), Bragança (7,5 euros/m2) e Castelo Branco (6,9 euros/m2).
Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em 14 dos 20 distritos e ilhas analisadas, mantiveram-se estáveis em um território e desceram nos restantes cinco.
A maior subida anual registou-se em Bragança (47,3%), seguida de Beja (15,3%), ilha de São Miguel (11,8%), Castelo Branco (10,7%) e Coimbra (10,2%). Registaram-se ainda aumentos em Aveiro (8,1%), Portalegre (7,2%), Viana do Castelo (6,7%), Setúbal (6%), ilha da Madeira (5,2%), Leiria (4,7%), Évora (4,2%), Santarém (4,1%) e Braga (1%). Já em Lisboa (-0,1%), os preços mantiveram-se estáveis.
Em sentido contrário, as maiores descidas anuais observaram-se em Vila Real (-17%), Guarda (-13,4%), Porto (-3,9%), Viseu (-1,8%) e Faro (-1%).
O distrito de Lisboa lidera o ranking dos distritos e ilhas mais caras para arrendar casa, com um preço mediano de 20,2 euros/m2, seguido da ilha da Madeira (16,3 euros/m2) e de Faro (15,2 euros/m2). Logo depois surgem Porto (15 euros/m2) e Setúbal (14,6 euros/m2).
Com valores iguais ou acima dos 10 euros/m2 encontram-se ainda Coimbra (12,1 euros/m2), ilha de São Miguel (11,6 euros/m2), Évora (11,5 euros/m2), Beja (10,6 euros/m2), Aveiro (10,4 euros/m2), Braga (10,3 euros/m2) e Leiria (10,1 euros/m2).
No segmento intermédio surgem Viana do Castelo (9,5 euros/m2), Santarém (8,9 euros/m2), Bragança (8,3 euros/m2) e Castelo Branco (8,3 euros/m2). Os distritos mais económicos continuam a ser Viseu (7,4 euros/m2), Portalegre (7 euros/m2), Vila Real (6,8 euros/m2) e Guarda (6,2 euros/m2).
Regiões
Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em quatro das sete regiões portuguesas analisadas, desceram em duas e mantiveram-se estáveis numa.
As maiores subidas anuais registaram-se na Região Autónoma dos Açores (8,8%), seguida do Centro (6,3%), da Região Autónoma da Madeira (6,1%) e do Alentejo (5,3%). A Área Metropolitana de Lisboa (0,1%) manteve-se estável. Em sentido contrário, verificaram-se descidas anuais no Norte (-4,6%) e no Algarve (-1%).
A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara do país para arrendar casa, com um preço mediano de 19,6 euros/m2. Seguem-se a Região Autónoma da Madeira (16,3 euros/m2) e o Algarve (15,2 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (13,8 euros/m2) e o Alentejo (11,6 euros/m2). As regiões mais acessíveis continuam a ser a Região Autónoma dos Açores (10,9 euros/m2) e o Centro (10,3 euros/m2).
Índice de preços imobiliários do idealista
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.
