VW POLO 1.0 TSI, CONCENTRADO DE VOLKSWAGEN

PASTILHA ELÁSTICA AJUDA NO COMBATE À COVID-19
23 de Novembro, 2021
OS HOTÉIS ONDE PODE PROVAR OS MELHORES BRUNCHES
24 de Novembro, 2021

VW POLO 1.0 TSI, CONCENTRADO DE VOLKSWAGEN

O novo VW Polo concentra num formato mais compacto todas as características que, tradicionalmente, associamos à marca alemã.

Desde sempre que o Polo segue as pisadas do seu irmão mais velho, e ainda mais reputado, VW Golf. A começar logo pelo desenho. Esta nova geração não é muito diferente e são inegáveis as semelhanças estéticas com o Golf VIII. Mas a VW sempre soube manter a distância, até para não correr o risco de canibalização entre as duas gamas, só que desta vez as diferenças esbateram-se e, não fossem as dimensões claramente mais compactas (4,07 metros de comprimento), o Polo assombraria as ambições comerciais do seu irmão mais velho.

A New Men passou uns dias ao volante do novo VW Polo na sua versão 1.0 TSI de 110 cv com caixa de dupla embraiagem (DSG) de sete velocidades e com o nível de equipamento R-Line e saímos convencidos de que, se não precisar mesmo do espaço extra, o utilitário alemão é uma alternativa muito credível ao Golf e uma das melhores, senão a melhor, proposta do segmento.

O desenho não traz nada de verdadeiramente inovador, mas resulta muito sóbrio e até elegante, como seria de esperar de um VW. Nesta versão de índole mais desportiva com os acabamentos R-Line, o Polo acrescenta uma bonitas e opcionais jantes de 17″ (de série são de 16″) e para-choques redesenhados. Os faróis de LED são de série e, em opção, pode optar pelos LED Matrix, coisa rara neste segmento.

O interior é também ele um exemplo de sobriedade e elegância. O aproveitamento do espaço habitável é bom, o conforto a bordo é garantido e a tecnologia embarcada é, mais uma vez, motivo de orgulho para a marca. O painel de instrumentos digital com 8″ é de série, mas esta unidade contava com a versão mais evoluída do mesmo com 10,25″ e um grafismo e apresentação que podem ser personalizados.

A ergonomia é, de uma forma geral, bem conseguida, embora o sistema de infotainment (com 9,2″ na versão mais equipada) obrigue a um curto período de adaptação. A posição de condução é quase perfeita, com uma grande amplitude de regulações do banco e do volante e o formato dos mesmos garante o necessário apoio e conforto.

A gama do novo Polo apresenta ainda outra novidade de peso: não contempla motores Diesel. Na base da oferta temos o prolífico 1.0 de três cilindros a gasolina que está disponível nas variantes de 95 cv com caixa manual de 5 velocidades ou DSG de 7 relações e na de 110 cv, que apenas surge associado à caixa de dupla embraiagem (DSG). Neste primeiro ensaio, optámos pela versão mais potente e apesar de as diferenças nas prestações não serem avassaladoras, os 110 cv tornam a experiência de condução mais entusiasmante e acrescentam uma bem vinda pujança extra quando solicitamos com veêmencia o acelerador.

E os consumos nem sequer se ressentem sobremaneira, sendo perfeitamente possível manter médias na casa dos 6 l/100 km com uma condução normal e numa utilização mista (trajetos urbanos e extra-urbanos). A caixa de velocidades também é uma auxiliar de peso no conforto de condução e nos consumos reduzidos, sendo rápida quando necessária, suave numa utilização quotidiana e muito eficiente no dispêndio de combustível. O mesmo se aplica à relação conforto/comportamento, item em que o Polo é exemplar. Há automóveis mais “divertidos” de conduzir, mas poucos que combinem num único “pacote” esta facilidade de condução, progressividade de reações e agilidade como o novo Polo.

Mas não há bela sem senão e o preço pedido não é para todas as bolsas. No caso da unidade ensaiada, o valor final ronda os 30 000€, um preço que, não sendo descabido, pode parecer exagerado para um utilitário.

Texto escrito por Rui Reis

Toyota RAV4
Slider