VAMOS ONDE? ÓBIDOS, À DESCOBERTA DA VILA ENCANTADA

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VAMOS ONDE? ÓBIDOS, À DESCOBERTA DA VILA ENCANTADA

Num verdadeiro labirinto de ruas e ruelas, casinhas que parecem saídas de um conto de fadas, Óbidos é uma autêntica viagem no tempo que nos faz recuar à época medieval.

A menos de um hora da capital, Óbidos é uma das melhor preservadas vilas muralhadas em Portugal. Mais do que inegável importância estratégica que ganhou em diferentes períodos da nossa história, hoje Óbidos é reconhecida pelas ruas estreitas e pelo casario bem conservado que ganha todo um novo encanto nesta altura do Natal.

A ligação de Lisboa a Óbidos demora cerca de 1h se optar pela A8 ou cerca de 1h45m se optar pelas magníficas estradas secundárias. A New Men fez o percurso a bordo do novo Toyota Rav4 Híbrido Plug-in, um SUV que combina as prestações e o prazer de condução de um automóvel com mais de 300 cv (306 cv) de potência, com a eficiência de um sistema híbrido da Toyota. Para “desafiar” os anunciados 70 km (aproximadamente) de autonomia em modo elétrico, optámos pelo percurso mais curto, mas mais demorado, que segue junto ao mar e atravessa algumas das praias mais bonitas da zona oeste. Não conseguimos cumprir o percurso (quase 90 km) na totalidade, mas com um pouco mais de “treino” ficaríamos muito perto de conseguir ligar Lisboa a Peniche apenas no modo EV. Surpreendente, acredite!

Á chegada a Peniche, com o Rav4 devidamente ligado ao carregador da Rua da Porta da Vila (22 kW), entrámos na vila muralhada já decorada para este Natal. As inúmeras lojas, alojamentos, restaurantes e até habitações particulares parecem casinhas de bonecas, com as pitorescas entradas e um ambiente austero, quase todo em pedra, herdado de outros tempos, de outras eras. Tudo nesta vila altaneira, com uma vista privilegiada para o Atlântico e para a Lagoa com a qual partilha o nome de batismo, parece saído de um conto de Charles Dickens. Com as decorações natalícias e os tons branco, verde e vermelho a darem um colorido particularmente acolhedor a este cenário de sonho.

Entre pórticos manuelinos, janelas floridas e pequenos largos, encontram-se vários motivos de visita, bons exemplos da arquitetura religiosa e civil dos tempos áureos da vila. Mas não são apenas as casas e a disposição das ruas que nos fazem viajar no tempo, dentro das muralhas de Óbidos encontramos um castelo bem conservado. Referido desde o século XII, foi danificado no terremoto de 1755 e deu um importante contributo para a defesa do reino aquando das invasões napoleónicas. Hoje é considerado Monumento Nacional e, juntamente com todo o conjunto muralhado, uma das setes maravilhas de Portugal.

Mas não faltam outros motivos de visita na Vila de Óbidos, tanto dentro como fora das muralhas. A Igreja Matriz de Santa Maria, a Igreja da Misericórdia, a Igreja de São Pedro, o Pelourinho, assim como o Aqueduto e o Santuário do Senhor Jesus da Pedra, são alguns dos monumentos que justificam por si só uma visita. E, se tiver tempo, ou quando regressar, não deve perder o Museu Municipal de Óbidos, onde se encontram as obras de Josefa de Óbidos.

Qualquer altura do ano é excelente para visitar Óbidos e deixar-se perder pelas ruelas e levar-se pelo ambiente medieval, mas neste época natalícia a vila ganha um encanto redobrado e é cenário perfeito para um passeio em família ou, quem sabe, uma sugestão romântica para um fim-de-semana a dois.

E uma visita a Óbidos nunca ficaria completa sem a célebre Ginjinha de Óbidos, que se pode apreciar em vários locais, de preferência num copinho de chocolate. A nossa sugestão é a Ginja Mariquinhas, a mais emblemática da região e com uma loja de referência na rua principal da vila. Lá dentro vai encontrar uma seleção de Ginjas e de produtos associados e uma sala de provas onde poderá fazer o gosto à… boca. E se tiver curiosidade de saber como tudo se processa e conhecer o local de nascimento da Ginja Mariquinhas, poderá sempre agendar uma visita à fábrica, a pouco mais de uma dezena de quilómetros de distância, e acompanhar a produção deste famoso e delicioso licor.

A capacidade de atrair visitantes durante todo o ano é inegável, mas Óbidos dinamiza ainda um programa de eventos que acrescenta ainda mais animação à vila. Os mais conhecidos, e concorridos, são o Festival Internacional do Chocolate e o Mercado Medieval, para além, claro do Natal. Sendo igualmente relevantes as Temporadas de Música Clássica Barroca, de Cravo e o Festival de Ópera, com espetáculos ao ar livre que trazem outro encanto às noites quentes da época estival.

Por falar em temperaturas mais amenas ou mesmo tórridas, no pico do verão, para refrescar-se tem sempre a Lagoa de Óbidos, um dos sistemas lacunares mais importantes de Portugal continental. Com uma área de, aproximadamente, 6,9 km2 e uma profundidade média de dois metros, a Lagoa de Óbidos está ligada ao mar através de um canal de largura e posicionamento variável, localmente designado por “aberta”. Além de local de veraneio e de pesca, é uma área muito procurada por praticantes de desportos náuticos (canoagem, Windsurf, Kitesurf, etc…) e por famílias para um piquenique retemperador e tranquilo á beira desta mancha de água.

É nesta ocasião que mais sobressai a versatilidade de um automóvel como o Toyota Rav4 Hybrid Plug-in. Com um evoluído sistema de tração integral e fruto da maior altura ao solo, o SUV mais vendido do mundo permite uma acrescida paz de espírito nos pisos de terra batida que circundam a Lagoa. Sendo um constante convite à descoberta de novos caminhos que nos abrem a “janela” para paisagens de sonho onde o verde da vegetação e o azul das águas translúcidas criam uma deslumbrante matiz de cores.

Não muito longe, a cerca de 25 km de distância, Peniche é uma excelente opção para saborear os melhores frutos do mar, seja na figura dos peixes mais frescos e saborosos ou numa tentadora panóplia de mariscos que tiram partido destas águas ricas. O Restaurante do Parque, na Avenida 25 de Abril, junto ao Parque do Baluarte, é um dos pináculos da região no que á qualidade da matéria prima diz respeito. Das divinais caldeiradas, aos filetes de Alfaquique (peixe galo) com açorda de ovas, tudo parece (e é) de uma frescura invulgar. Profundo conhecedor da região, ou não fosse um filho da terra, e dos seus mares (chegou a ter uma frota pesqueira) João Luis Inglês “herdou” este espaço e a paixão por bem servir. Deste passado virado para o mar trouxe a obsessão pela frescura e qualidade dos peixes e mariscos que serve no Restaurante do Parque e que só rivaliza com a simpatia do proprietário e da sua equipa de colaboradores. Um restaurante que se destaca claramente numa localidade em que os mesmos abundam e que justifica por si só um “saltinho” a Peniche quando estiver numa visita à Vila de Óbidos.

Texto escrito por Rui Reis

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