TOYOTA C-HR 2.0 GR SPORT – UM SUV HÍBRIDO SOB O EFEITO DE ESTERÓIDES

A MICROSOFT E A ADIDAS JUNTARAM-SE PARA LANÇAR UNS TÉNIS XBOX
8 de Outubro, 2021
SELEÇÃO NACIONAL SUB-21 TERMINA PARTIDA COM RESULTADO HISTÓRICO (11-0)
8 de Outubro, 2021

TOYOTA C-HR 2.0 GR SPORT – UM SUV HÍBRIDO SOB O EFEITO DE ESTERÓIDES

Desde o lançamento, em 2016, o C-HR tem sido um verdadeiro sucesso de vendas. Apoiado por uma estética inegavelmente atrativa, uma dinâmica muito eficaz e a promessa de boas prestações com baixos consumos, o SUV da Toyota cativou clientes de diferentes faixas etárias e franjas sócio/económicas.

Mas a verdade é que esmagadora maioria dos clientes opta pela versão 1.8 Híbrida, em detrimento deste 2.0 Hybrid Dynamic Force. Na realidade, se para muitos as prestações dos 1.8 de 122 cv são mais do que suficientes, para quem valoriza o prazer de condução e pretende tirar pleno partido da apurada dinâmica do C-HR, este 2.0 de 184 cv faz toda a diferença. Acredite!

Como é habitual nos híbridos Toyota (e Lexus, por exemplo) este motor 2.0 a gasolina funciona de acordo com o ciclo Atkinson (mais eficiente) e recorre a injeção direta e indireta. Segundo a marca, o consumo combinado é de 4,3 l/100 km, cerca de 10% mais do que o anunciado para o 1.8. Um acréscimo que se justifica plenamente tendo em conta as melhorias nas prestações (menos 3 segundos dos na aceleração de 0 a 100 km/h) e na facilidade de utilização. De facto, ao volante, a resposta do 2.0 às solicitações do acelerador é incomparavelmente mais célere e as recuperações bem mais despachadas. Até o silêncio de funcionamento e o refinamento saem a ganhar, já que a superior potência e binário disponíveis atenuam o típico desfasamento entre a subida de rotação e de velocidade que alguns utilizadores ainda estranham.

Dinamicamente, este motor 2.0 de 184 cv também faz maior justiça ao comportamento muito eficaz do C-HR. Até porque a direção e a suspensão foi alvo de (evidentes) melhorias. Sem grandes e exaustivas descrições técnicas, o que importa reter é que este C-HR GR Sport não é apenas “show” e não “go”. Ao atraente conjunto de elementos exteriores específicos, como apêndices aerodinâmicos e as jantes de 19″, este C-HR associa um temperamento quase desportivo. Obviamente que a Toyota mantém o pendor na mobilidade sustentável e na eficiência, mas este 2.0 dá ao SUV japonês um renovado conjunto de argumentos que, não desvirtuando o posicionamento pretendido e a imagem da marca, vai de certo apelar a quem pretende uma proposta deste segmento com mais “garra”.

Até porque, e não nos cansamos de referir, o C-HR tem uma imagem que transborda personalidade e até tem uma inegável conotação dinâmica. O reverso da medalha está nos aspetos práticos, ligeiramente penalizados pelas soluções estéticas. A começar logo pela capacidade da mala (até o novo Yaris Cross é mais versátil e espaçoso) e pela habitabilidade traseira, não tanto pelo espaço, mas pelo desenho dos pilares C que tornam o habitáculo mais “claustrofóbico”.

É o preço (justo) a pagar pela maior elitismo desta proposta e pelo acrescido sex-appeal.

Texto escrito por Rui Reis