SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: UM LUGAR GENUÍNO

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SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: UM LUGAR GENUÍNO

São Tomé e Príncipe, um paraíso desconhecido do mais genuíno que presenciei

Tudo começou com uma vontade enorme de viajar e, sem saber bem porque, comecei a ver vídeos no Youtube sobre São Tomé e após dois vídeos ficou mais que decidido. Comprei a viagem e comecei a ver alojamentos, até que fiquei a par de um conhecido dos tempos de liceu que regressou à sua terra natal, na qual construiu um alojamento local – Ubá Búdu Praia – Villa, esta acabou por ser a minha opção.

De resto, não planeei nada, até que chegou o dia da viagem e só restava eu, uma mochila, e alguma ansiedade pelo desconhecido. E lá fui eu. A Ansiedade evaporou-se assim que aterrei. Um país tropical, na linha do Equador, na qual faz imenso calor ao longo do dia, pois o termómetro às 08h já marca 24º. Ainda com algumas nuvens, mas nada que impeça o que quer que seja, pois só choveu no meu ultimo dia, durante cerca de duas horas.

A paisagem é incrível. Uma ilha que deambula entre a floresta e o Oceano, com praias desertas, água a uma temperatura amena e um paz que nos tranquiliza, desde o Norte ao Sul. Neste sentido, posso destacar alguns lugares incríveis, como a Lagoa Azul, perto de Neves, a Praia Sete Ondas, Praia do Clube Santana, Praia Micondo, entre muitas outras, ficando a faltar os sítios mais a Sul, que segundo consta são ainda mais incríveis, mas que não visitei. É imprescindível alugar um jipe para percorrer todos estes locais, pois há muito poucas estradas em boas condições, pelo que é aconselhável o aluguer de um jipe.

Praia De Micondo

No entanto, também temos paragens obrigatórias pelas Roças que estão presentes ao longo da ilha, como a Roça de Uba Budo, de Água Izé, da São João dos Angolares, entre outras. Roças essas onde se faz, por vezes, exploração de cacau, e ao mesmo tempo é lá que encontramos uma vista fantástica em direção à costa.

No que toca à gastronomia, cinge-se maioritariamente ao peixe e ao marisco. É possível comer em restaurantes mais locais entre 1.5€ a 2.5€, um prato de peixe acompanhado de arroz ou banana-pão frita/cozida. Sítios estes nada turísticos, mas que permitem conhecer a cultura São Tomense mais de perto, como é o caso da Restaurante da Dona Dami, em Santana, ou o Restaurante da Tia Zada, perto do Aeroporto Internacional de São Tomé, em que provei uma Barriga de Peixe Andala deliciosa.

No entanto, o que mais destaco, é sem dúvida, a hospitalidade deste povo, pois sente-se que todos os São Tomenses são genunínos, quer nas suas ações, quer nas suas palavras. Recordo-me até de um episódio durante a viagem. Houve um dia que me desloquei de Santana até à capital de São Tomé, numa Toyota Hiace, de 9 lugares, que leva sempre 13/14 pessoas, e quando cheguei à cidade, pedi umas indicações a uma senhora com cerca de 40/50 anos, para conseguir chegar ao sitio onde podia comprar uns tecidos africanos para trazer para Portugal.
Nisto, a senhora em vez de me dar as indicações, deslocou-se a uma série de lojas comigo, permitindo-me perder algum tempo a tirar fotos para enviar pelo Whatsapp e saber que tecidos queriam que trouxesse, missão esta que durou certa de 30 a 40 minutos, sem a senhora nunca me abandonar e pedir qualquer dobra, moeda local, ou o que quer que seja.
Foi neste momento que percebi que é um sitio realmente genuíno, que nos acrescenta imenso no que toca às relações humanas. É impossível não vir de lá com a sensação de saudade, que se alia à vontade de querer regressar, em breve.

Estrada para o Pico do Cão Grande

Até um dia São Tomé e Príncipe!

Crónica escrita por Hugo Amiguinho