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OS 10 ANIMAIS MAIS INTELIGENTES

Já todos ouvimos dizer que “o meu cão é tão inteligente que só lhe falta falar…” ou que “o meu gato é esperto e aprendeu a abrir a porta do frigorífico” ou que o “papagaio da vizinha diz um olá sempre que me vê”. É fácil ter uma certa perceção da “inteligência” de alguns animais de companhia ou com os quais lidamos diariamente, mas até que ponto temos a mesma noção quando avaliamos animais selvagens ou que utilizamos para consumo humano? Sabia, por exemplo, que os porcos são mais “inteligentes” do que a maioria das raças de cães? Fazia ideia de que os polvos são capazes de abrir frascos de rosca para aceder a comida? Ou que os pombos, considerados por muitos uma autêntica praga, conseguem reconhecer caras humanas?

Este é um tema muito complexo e a dificuldade começa logo no conceito de inteligência e na sua aplicação ao reino animal, que não seja aos primatas superiores como o ser humano.

 A inteligência tem sido definida pela capacidade de efetuar pensamentos abstratos e emocionais, de aprender e de resolver problemas, de demonstrar criatividade e de se adaptar aos desafios do meio ambiente em que se insere. Mas é praticamente impossível criar um ranking infalível de inteligência no reino animal se aplicarmos os mesmos conceitos que utilizamos para definir a nossa. Os golfinhos, por exemplo, podem não ter a capacidade de conceber um super-computador, mas tem uma função de eco-localização (sonar) extremamente evoluída que resulta da sua capacidade de adaptação ao meio em que vivem e às suas necessidades como espécie.

Ainda assim, na New Men lançamo-nos ao desafio de criar uma lista de 10 espécies (mais um quadro de honra) que podemos considerar “inteligentes” á luz da investigação científica desenvolvida nas últimas décadas e, embora tentemos seguir uma certa hierarquia ela nunca é, nem nunca será, consensual.  

Chimpanzés

Partilhando mais de 98% do nosso DNA, os chimpazés e os Bonobos são os primatas superiores que mais se assemelham à nossa espécie. Além de conseguirem comunicar por linguagem gestual com humanos depois de devidamente treinados, conseguem desenvolver raciocínio abstrato e utilizar ferramentas que encontram na natureza ou construídas por eles. Conseguem delinear estratégias para o futuro, nomeadamente na caça, criando cenários e preparando ataques que implicam um elevado grau de coordenação e planeamento.

Em ambiente controlado, como nos jardins zoológicos, já foram estudados a manipular mentalmente elementos da sua espécie e até da sua própria família e, no caso dos Bonobos, a utilizar o sexo como forma de prazer, socialização e até para obter benefícios próprios como ter comida ou subir na hierarquia.

Orangotangos

A par com os chimpanzés, os orangotangos são extremamente inteligentes. Têm as suas próprias culturas e são observados frequentemente a utilizar ferramentas complexas para atingir determinados fins. Como os gorilas, os orangotangos constroem, todas as noites, camas elaboradas com ramos de árvore e folhas para dormirem um “soninho” descansado. Apesar de serem mais solitários, criam fortes e duradouros laços emocionais com outros indivíduos mesmo que vivam distantes. São a única espécie não humana que consegue avaliar os prós e contras de uma determinada troca de “presentes” e que mantêm uma recordação mental do resultado obtido. Se tentarem dar um chouriço a um orangotango, não esperem receber em troca um porco…

Golfinhos

Os golfinhos e algumas espécies de baleias podem ser, pelo menos, tão inteligentes como a maioria dos primatas. Mais, os cérebros dos golfinhos têm mais ligações neuronais do que os dos humanos o que, numa teoria pouco consensual, poderia significar que seriam mais inteligentes do que nós…

Estes são os únicos mamíferos marinhos que conseguem identificar-se num espelho (se colocar um cão ou um gato em frente ao espelho eles vão achar que estão na presença de outro individuo da mesma espécie). Além disso, tem uma vida social muito intensa e em que cada membro tem uma personalidade bem definida e vincada. Como outras espécies inteligentes, conseguem utilizar ferramentas. Um exemplo prático é a utilização de esponjas marinhas para proteger o focinho do atrito e de ferimentos quando andam a vasculhar o fundo à procura de alimento. As mães golfinho mantêm as crias durante muito tempo na sua companhia para lhes ensinarem a sobreviver e os “ossos do ofício” garantindo assim a propagação do conhecimento adquirido.

A linguagem dos golfinhos, composta por cliques e assobios, é extremamente complexa.

Elefantes

Além de extraordinariamente inteligentes, os elefantes, que possuem dos maiores cérebros dos mamíferos e mesmo comparando em escala com o dos humanos, têm das estruturas sociais mais complexas e completas do reino animal. O altruísmo observado nos elefantes significa que um individuo sacrifica-se para bem do resto do grupo, nomeadamente na proteção das crias.

Sabe-se, por exemplo, que os elefantes se auto medicam mastigando as folhas de determinada árvore ou planta de acordo com os sintomas que apresentam.

Também fazem o culto ritualístico dos mortos, a única espécie no planeta a fazê-lo para além dos seres humanos. Como outras espécies altamente inteligentes, também se reconhecem no espelho e detetam de imediato e avaliam qualquer alteração física no seu corpo. Também utilizam ferramentas e quando treinados até concebem obras de arte (com tinta) extraordinárias.

Porco

Pode ser um choque para os amantes de bifanas no pão e “piano”, mas os porcos são os animais domesticados mais inteligentes da história. Conseguem, por exemplo, reconhecer a sua identidade num espelho numa idade mais precoce do que os seres humanos. Não têm dificuldades em resolver puzzles, encontrar um caminho num labirinto, expressar e reconhecer emoções e, por incrível que pareça, quando devidamente treinados, conseguem jogar jogos de computador… Esta inteligência inata dá-lhes uma vantagem acrescida sobre outras espécies que está na origem das “pragas” de javalis selvagens que tanto se ouve falar e que resulta desta incrível capacidade de adaptação e de resolução de problemas. Dá que pensar não dá?

Papagaios cinzentos

Reconhece facilmente a capacidade de imitar sons dos papagaios, mas talvez não saiba que eles são capazes de utilizar racionalmente essa linguagem e aplicar a palavra certa ou a expressão ao momento. Mais, conseguem contar e resolver alguns problemas matemáticos simples e construir frases completas (conseguem reconhecer e utilizar mais de 100 palavras distintas). Curiosos por natureza, adoram resolver puzzles e reconhecem cores, texturas e formas geométricas.

Os papagaios cinzentos podem ter um nível cognitivo de uma criança de três anos e até associar determinadas expressões a um ser humano específico. Em testes, estudiosos mostraram a um papagaio uma maçã e, propositadamente, nunca lhe disseram o nome da fruta. Alex, assim se chamava o papagaio, batizou este novo alimento de que tanto gostou de Banerry, uma combinação de Banana e Cherry (cereja), duas outras frutas que apreciava.  

Corvo

Quem já observou um corvo, ou uma gralha, por exemplo, já deve ter reparado que estas aves utilizam com frequência ferramentas mais simples no seu quotidiano. Estas são “inventadas” por si e vão de pequenos ganchos e lanças para procurar alimento nas árvores ou chegar a locais inacessíveis ao seu bico.

Altamente inteligentes, os corvos sabem que podem largar nozes e outros alimentos mais duros nas estradas e esperar que os carros que passam os “esmaguem” para os poder consumir. Além disso, são capazes de reconhecer diferentes faces humanas e comunicar conceitos complexos e abstratos.

Polvo

De aspeto quase alienígena e adorados pelos portugueses (infelizmente para eles) os polvos são muitíssimo mais inteligentes do que possa pensar. Capazes de abrir frascos e garrafas para aceder ao seu interior e de utilizar métodos complexos para atingir os seus objetivos, os polvos têm o maior cérebro de todos os invertebrados. Curiosamente, 60% dos seus neurónios (que têm algumas semelhanças com os dos seres humanos) estão posicionados nos tentáculos.

Já foram vistos a atirar pedras e jatos de água às lâmpadas dos aquários para as avariar, a utilizar conchas vazias para se protegerem e esconder e a sair do aquário para atacar presas em outros aquários e depois voltarem a “casa”. Conseguem orientar-se com facilidade em labirintos e resolver puzzles com relativa complexidade.

Cães

Capazes de sentir e expressar empatia, compreender emoções e símbolos e responder a comandos e vocalizações humanas, os cães são o melhor “amigo” do homem pela imensa fidelidade que demonstram e pela capacidade de interagir e até defender os chefes da alcateia que, neste caso, é você e os seus familiares. Um cão reconhece, em média, até 165 expressões ou palavras humanas e, segundo alguns estudos, é capaz de compreender algumas expressões mais complexas que implicam uma sequência de ações e interação com objetos. No caso dos Border Collies, uma das raças que os estudos demonstram ser das mais “inteligentes”, conseguem memorizar um comando ao fim de cinco tentativas e aplicar corretamente a ordem em 95% das vezes.

Gatos

Bastante mais difíceis de treinar do que os cães, este pode ser um sinal de inteligência dos gatos domésticos. Ainda assim, é possível que acatem diferentes comandos e até alguns gracinhas e truques… desde que estejam para aí virados. A combinação da curiosidade com um instinto de sobrevivência muito apurado e uma maior independência face aos humanos, são sinais uma inteligência apurada.

Em estudos recentes, ficou provado que os gatos têm sonhos relativamente complexos quando estão a dormir e conseguem recriar uma lista de eventos e sequências enquanto estão nesta fase, demonstrando movimentos rápidos dos olhos (como os seres humanos), mudanças faciais e até ações involuntárias das patas e do abdómem.

Quadro de honra

Apesar de não terem entrado na lista, animais como o rato, o esquilo e até as formigas demonstram um invulgar grau de inteligência. No caso dos esquilos, por exemplo, além de memorizarem centenas de locais onde armazenam alimentos no inverno, já foram vistos exemplares a esfregarem-se em peles de cobra abandonadas para assim “mascararem” o cheiro e evitarem os predadores. Os “odiados” ratos, são capazes de navegar por complexos labirintos e memorizarem o caminho. Além disso, são altamente empáticos e entreajudam-se com frequência.

Os pombos, considerados por muitos uma peste, são capazes de reconhecer caras humanas e de perceber a correspondência entre objetos e a sua imagem numa fotografia ou desenho.

As formigas, extremamente territoriais, também são boas estrategas e excelentes a delegar responsabilidade e a orientar o tráfego em ambos os sentidos. Bem podiam dar umas lições a vários elementos da polícia…

Por fim, a um grupo de guaxinins, foi dado um pote de água com marshmallows e algumas pedras, mas o nível da água era muito baixo para eles acederem. Mais de metade dos animais no estudo, rapidamente percebeu que se atirasse pedras para o jarro com água, o nível desta subia e eles conseguiam chegar ao desejado alimento. Conclusão: a necessidade aguça o engenho e os marshmallows são um excelente estímulo.

Este artigo foi escrito por Rui Reis