OPERAÇÃO MARQUÊS: CRIMES PRESCREVEM E SÓCRATES É ILIBADO

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OPERAÇÃO MARQUÊS: CRIMES PRESCREVEM E SÓCRATES É ILIBADO

Ficámos a conhecer a decisão de Ivo Rosa.

José Sócrates deslocou-se ao Campus de Justiça para ficar a saber, pessoalmente, qual a decisão do tribunal em relação à Operação Marquês. O ex-primeiro ministro está acusado desde 2017 de 31 crimes de corrupção passiva que envolvem branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal num processo que já dura há mais de 7 anos.

Antes de ser conhecida a decisão, o antigo primeiro ministro falou aos jornalistas. No seu discurso teceu várias críticas ao Ministério Público e apontou para a injustiça de ser colocado no centro de um caso jurídico tão perturbante.

Segundo apontou José Sócrates, “todos esses covardes que me acusam e que me agridem e que me tentam fazer condenações sem julgamento, todos esses covardes que me insultam nos jornais todos os dias, pois que fiquem a saber: não me intimidam, eu não os temo e aqui estou para lutar pela minha inocência”. Ao falar aos jornalistas, o ex governante também apontou falhas à comunicação social por tomar o partido do Ministério Público e denegrir a sua imagem.

Mas, por muito que Sócrates criticasse ou desse o seu parecer sobre a situação, quem ditou o futuro foi o juiz Ivo Rosa que assim decidiu ilibar José Sócrates em todos os casos de corrupção. Portugal assistiu hoje à prescrição dos crimes relacionados ao BES que envolvem Ricardo Salgado que remontam a 2014. O juiz de instrução abordou os vários acordos que a acusação fala entre Sócrates e Salgado e acusa, mesmo, a acusação de inconsistências de provas.

Para o juiz de Ivo Rosa, também não há provas de que Sócrates e Lula tenham intervido em conjunto para que a PT entrasse na Oi/Telemar, no Brasil. “É pura especulação e não existe prova directa que o dinheiro recebido por Carlos Santos Silva tenha origem no BES, relativamente ao negócio PT OI. É mera Fantasia”.

Quanto ao caso Parque Escolar, o Ministério Público decidiu que não existe qualquer ilegalidade, com indícios suficientes insuficientes quanto ao pagamento. Mais uma vez, não está identificada qualquer ilegalidade quanto a José Sócrates.

No caso do grupo Lena, ficou explicito pelo juiz que não houve qualquer favorecimento de Sócrates no negocio de habitação social na Venezuela. “Não teve qualquer intervenção, directa ou indirecta, para favorecer o grupo Lena”, diz Luís Rosa.

O juiz Ivo Rosa considera ainda que não há provas de que o dinheiro de Joaquim Barroca, gestor do Grupo Lena, fosse para José Sócrates. “Não se mostra indiciada qualquer ligação” das transferências de dinheiro de Barroca para Carlos Santos Silva.

Em relação ao último crime de corrupção referente ao Vale do Lobo, Sócrates é novamente ilibado. “Prescreveu crime de corrupção passiva imputada a José Sócrates”.

Pode assistir em direto à decisão instrutória de Sócrates, na Sic Notícias.

Este artigo foi escrito por Redação

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