NOVAS YAMAHA D’ELIGHT E NMAX: COMO PEIXES NA ÁGUA…

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NOVAS YAMAHA D’ELIGHT E NMAX: COMO PEIXES NA ÁGUA…

Num alargado périplo pela cidade de Lisboa, a New Men, a convite da Yamaha Portugal, foi conhecer as novas scooters de 125cc e vocação urbana da marca de Hamamatsu: a D’Elight, mais económica, acessível, leve e prática, e a NMAX, bastante mais sofisticada e um caso de sério de sucesso em Portugal e além-fronteiras.

O encontro estava marcado para as 9:50 na sede da Yamaha Portugal, em Alfragide, e o roteiro incluía idas à Expo, para uma sessão de fotos com a nova D’Elight e troca de motos, passagem pelo jardim da Estrela para conhecer o novo espaço da Lysboa Garage, o renovado concessionário Yamaha, uma descida para as Docas para nova sessão de fotos, desta feita com a NMAX, e pausa para almoço. Da parte da tarde ainda tivemos tempo para conhecer o espaço da Moto7 em Benfica e, por fim, regressámos à Yamaha para um curto vídeo estático.

Começámos esta “aventura” aos comandos da nova D’Elight, a scooter de entrada no mundo das 125cc da Yamaha, que, para este ano, apresenta-se com muitas novidades e vários motivos de destaque. A começar logo pelo eficiente motor equipado com sistema start/stop que ajuda os consumos médios a descerem para uns incríveis 1,8 l/100 km. Com 6,2 kW de potência (8,4 cv), o pequeno monocilíndrico, que já cumpre as normas Euro V, emite 43 g/km e, com o depósito de 5,5 litros, garante uma autonomia estimada de 306 km.

Em andamento, é caso para dizer que nunca devemos julgar um livro pela capa. Apesar da contida potência anunciada, o motor da D’Elight surpreende pela vivacidade, especialmente na fase de arranque. Para quem se desloca, essencialmente, em ambiente urbano, a D’Elight será uma opção muito interessante e com prestações mais do que suficientes para cirandar pelo meio da cidade sem qualquer constrangimento. Para esta desenvoltura também contribui o baixíssimo peso do conjunto de apenas 101 kg.

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As suspensões também ajudam à agilidade, embora em pisos muito degradados (como os paralelepípedos que ainda abundam em Lisboa) tenda a saltitar um pouco, efeito que se faz sentir na direção. Ainda assim, para uma scooter que aposta no baixo preço de aquisição e de manutenção, não haverá grandes motivos para críticas. Por falar em preço, a D’Elight está disponível desde os 2725 euros. E isto sem comprometer a segurança, que já conta com travagem combinada, e a versatilidade, já que a mais pequena das motos da Yamaha de 125cc oferece um piso plano e 36 litros de capacidade sob o banco.

A D’Elight já está disponível nos pontos de venda da marca japonesa e poderá ser adquirida em três cores: Pearl White, Power Black e, como na unidade ensaiada, num elegante Lava Red.

A “best-seller” está ainda melhor

Caso raro de sucesso em Portugal e no velho continente, a NMAX vendeu 18 360 unidades na Europa em 2020, 1720 das quais em Portugal.

Apesar da máxima em “equipa que ganha não se mexe”, a Yamaha decidiu que estava na altura de renovar profundamente a sua scooter de eleição no segmento das Urban Mobility. As principais diferenças saltam à vista e são de ordem estética, com a NMAX a adotar um desenho ainda mais moderno onde se destacam as novas óticas dianteiras e traseiras integralmente em LED. Mas há muito mais para descobrir e, sem desprimor para a D’Elight, passar desta para a NMAX é como passar de turística para executiva: chegamos ao destino em ambas, mas com a NMAX o conforto é completamente diferente. Curiosamente, o motor parece ser mais lento no arranque inicial, mas será mais uma impressão causada pelo tato do acelerador e pelo maior refinamento, já que com 9 kW de potência (12,2 cv) e 11,2 Nm de binário, a NMAX é significativamente mais potente e, apesar de pesar quase mais 30 Kg do que a D’Elight, evolui e ganha velocidade com maior consistência.

Em cidade, a NMAX é uma verdadeira “arma” contra o stress do trânsito e dos estacionamentos. O novo quadro, mais rígido, e com mais espaço para pousar os pés é uma grande solidez e nem os pisos mais demolidores afetam sobremaneira o conforto e serenidade na condução desta pequena grande scooter.

O motor também foi alvo de alterações significativas, com novas cabeças, uma taxa de compressão mais elevada e um evoluído sistema de variação de abertura das válvulas. Como não poderia deixar de ser, o monocilindro da NMAX já cumpre as normas Euro V e anuncia consumos médios de 2,2 l/100 km e emissões de 52 g/km.

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Para isso também contribui o eficaz start/stop (bastante mais rápido a atuar que o congénere da D’Elight). Com o depósito de 7,1 litros, a NMAX anuncia uma autonomia superior a 300 km (323 km, para sermos mais exatos).

Ao contrário da sua irmã mais nova, a NMAX já conta com ABS em ambos os eixos (a rival PCX continua a insistir no tambor atrás, pelo que só tem ABS à frente) e controlo de tração.

Como referimos, em andamento a NMAX continua a surpreender pelo refinamento do conjunto e as alterações trazidas pelo novo quadro mais rígido e pelas mudanças nas taragens das suspensões, garantem uma enorme progressividade nas reações, sem perder a agilidade que se espera de um moto de caráter urbano. A própria travagem também revela uma grande progressividade e potência, transmitindo uma reconfortante sensação de segurança.

Por tudo isto, o preço de lançamento de 3125€ (a que acrescem as despesas) é, no mínimo, tentador, até porque o equipamento de série também já inclui o sistema keyless de chave inteligente, um painel de instrumentos muito completo e com um sempre útil computador de bordo e a possibilidade de emparelhar o sistema com um smartphone através de Bluetooth para aceder às informações mais importantes.

Este artigo foi escrito por Rui Reis