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MUNDO VIRTUAL: EMPRESAS E INVESTIDORES

O que mudou, num mundo virtual, em termos de acesso entre Empresas e Investidores?

Em março do ano passado, quando parecia que o mundo ia acabar, todos tivemos que transformar a forma como trabalhávamos, a forma como pensávamos, a forma como o modelo de negócio assentava.

Tivemos que levar a cabo uma série de mudanças no nosso dia-a-dia. Houve algumas dificuldades, mas também muitas Oportunidades.

O mundo virtual tem as suas limitações, não é certamente o mesmo que o presencial, mas nesta impossibilidade, permitiu que o mundo continuasse a acontecer: no corporate access, as empresas tiveram que continuar a manter a sua visibilidade no mercado de capitais; e os Investidores continuaram a ter que procurar oportunidades de investimento.

A facilitação virtual deste acesso, que é o core da nossa atividade, tornou-se não só possível, como também permitiu chegar a contactos em geografias de mais difícil acesso, duma forma muito mais flexível e menos dispendiosa não só em termos financeiros, como também implicou menos dispêndio de tempo.

Isto trouxe valor ao trabalho para ambos os players do mercado: por um lado para as empresas, facilitando a sua visibilidade; por outro, e os investidores passaram a conhecer novos targets de investimento.

Este último ano, apesar de desafiante e marcante, foi um ano que se provou frutífero em termos de negócio.

A atividade de primário no 1Q2021 na Europa cresceu exponencialmente versus Q12020: os 86 IPOs existentes financiaram €22.6bn, vs €1.2bn do Q12020, e já ultrapassou o montante global do ano passado.

Este aumento deve-se a fortes condições de mercado suportado por um otimismo inerente à recuperação pós-pandemia, melhoria do ambiente macro e um conjunto de empresas de qualidade prontas para serem colocadas em bolsa.

Esta situação, aliada a dinâmica regulamentar denominada MIFID2 tem vindo a contribuir para que as empresas necessitem de tomar as rédeas na condução do seu programa de go to the market.

Relembro que a MiFID é uma diretiva comunitária em vigor em todos os estados membros da União Europeia e que define as condições para o exercício da atividade de intermediação financeira e reconhece a possibilidade de novas formas organizadas de negociação, contribuindo assim para uma maior integração dos mercados de capitais a nível comunitário.

O nosso trabalho consiste sempre em levar às empresas os investidores adequados, dependendo do seu investment case, market cap e setor em que estão inseridas.

Este artigo foi escrito por Rita Gonzalez, CEO e FOUNDER da RG CONSULTNG