IT’S A NEW DAY, IT’S A NEW DAWN, IT’S A NEW LIFE

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IT’S A NEW DAY, IT’S A NEW DAWN, IT’S A NEW LIFE

O cenário: primeiro filho a nascer nas vésperas do Santa Maria rebentar pelas costuras, uma pandemia a transformar o mundo tal como o conhecíamos, uma mudança drástica de casa para realizar. Após 8 anos e pouco em Algés, a realização de um sonho: aproveitar a licença de maternidade da Sara para ir viver uns tempos no campo. O destino? Porto Covo, costa vicentina, local de eleição da infância e adolescência dela (e chegámos a ponderar os meus Açores). Passageiros? Nada mais nada menos que cinco. O bebé Tomé, recém-chegado a um mundo louco e incerto, a jovem mamã, este vosso que escreve, Indie – quase 30 kgs de cadela entusiástica, e Haruki – quase 15 anos de excelência felina. A mudança? Dupla, na verdade. Enquanto a maioria dos pertences vão para uma garagem enquanto a casa do resto da vida é construída algures na Margem Sul, era necessário – em pleno segundo confinamento das nossas vidas – transportar o necessário para estas 5 almas viverem 4 meses no Alentejo com mar.

Recorri a um velho amigo, o Rui Reis – das equipas AutoHoje, AutoMag e agora no site New Men, com quem colaborei mais de uma década, e lancei o repto: caraças, preciso de um carro que suporte esta mudança vicentina. Poucos dias depois a Hyundai apresentava-se como salvação. Sinal do destino: viajámos em dois carros rumo ao novo poiso – a Sara foi com o Tomé e todo o seu aparato (de fraldas a berço) no nosso Veloster – modelo raríssimo em Portugal. À minha disposição e durante 8 magníficos dias foi confiado o maior veículo da frota coreana – o Santa Fé. Como já ficou evidente, sou um fã da marca – e com um fraquinho especial pelo Tucson. Mas este bólide bateu tudo. Condução suave como uma aguardente velha, conforto ao nível do Ritz, espaço para arrendar se preciso for e um visual elegante, refinado, seguro de si sem precisar de dar nas vistas.

Sem qualquer exagero posso adiantar que, além da Indie e do Haruki, viajaram juntos este condutor, 4 malas de viagem, 3 caixas de plástico, 2 sacos de desporto, um aquecedor, um plasma, uma aparelhagem, uma máquina de café e pelo menos 6 sacos grandes do Lidl com material avulso. Parecia a mala do Sport Billy (referência para os leitores maduros). Tudo de uma só vez, e na beleza no automático – algo que demorei a apreciar. Mas verdade verdadinha, quando tens 43 anos, um filho de semanas, e tudo isto para transportar… pôr mudanças é a 237ª coisa na tua lista de prioridades.

Moramos agora mesmo juntinho à pequena igreja do largo de Porto Covo. Ao chegar à noite, olhando para a ampla praça, fixei de imediato este edifício. Depois mirei o carro, cuja rádio tocava naquele momento Michael Bublè, e concluí: é mesmo um caso de santa fé. Foram 1550 kms durante esta primeira semana de vida nova, tão louca e intensa quanto feliz. Despeço-me com cansaço, mas paz. É tempo de banho do bebé, mas antes fralda, e depois ir ao pão. Ainda nem são 8 da manhã. It’s a new life, indeed.

Este artigo foi escrito por Luís Filipe Borges