CONFINAMENTO: A EMEL É UM SERVIÇO INDISPENSÁVEL?

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CONFINAMENTO: A EMEL É UM SERVIÇO INDISPENSÁVEL?

Os carros continuam a ser multados. Há propósito?

Para fazer frente ao crescente número de casos no país, o Governo anunciou medidas apertadas de confinamento, como a proibição de circulação entre concelhos e a imposição do teletrabalho sempre que possível. Ontem, anunciou também o fecho das escolas por duas semanas.

Tudo isto se traduz no dever de ficar em casa salvo algumas excepções. Ora se a maioria das pessoas está em casa, há menos carros a circular e mais lugares de parquímetro completos sem um aparente fim à vista.

Nesse sentido, pergunto-me assim se fará sentido a EMEL, que mais não passa de uma marioneta complexada da Câmara Municipal de Lisboa, estar na rua com o propósito de autuar cidadãos cujo a lei prevê, devem ficar em casa.

Como se não bastasse, atravessamos um momento em que a maioria das pessoas anda chateada, cansada e absolutamente esgotada. Já para não falar do desespero de alguns, quando atentam no dinheiro a sair sem que ninguém garanta o seu retorno.

Perante este cenário, faz algum sentido que os funcionários da EMEL percorram as ruas desertas de Lisboa? São eles indispensáveis para garantir o bom funcionamento da cidadania?

Eu li algures que o parquímetro deixaria de ser cobrado. Mas a verdade é que hoje, dia 22 de Janeiro, apesar de ver uma cidade bastante menos movimentada, isso não impediu que, ao percorrer as Avenidas Novas, não tenha reparado numa quantidade absurda de carros adereçados com aquelas adoráveis fitas amarelas.

Resta assim perguntar o propósito. Gostava que alguém pudesse explicar o quão essencial é a EMEL neste período de confinamento geral que atravessamos. É que, para além de contribuírem para as dores de cabeça de que muita gente já sofre, falho em compreender a finalidade do bloqueio dos carros. Falho em perceber porquê é que os funcionários da EMEL não estão em casa. Diria que a maioria dos lisboetas os consideram, absolutamente, dispensáveis.

Este artigo foi escrito por Bernardo Mascarenhas de Lemos