ADOÇÃO POR AMOR E NÃO PELA SEXUALIDADE

A MARCA PREFERIDA NO MUNDO DO DESPORTO LANÇOU UMA NOVA LINHA: A NEON LIGHTS.
18 de Outubro, 2021
EM NOVEMBRO JÁ PODE ADQUIRIR O NOVO MODELO R7 DA YAMAHA
18 de Outubro, 2021

ADOÇÃO POR AMOR E NÃO PELA SEXUALIDADE

Fonte: brasil247.com

A adoção de crianças por casais homossexuais é uma luta diária para toda a comunidade e para todos os apoiantes da causa. As crianças merecem amor no seu estado puro, independentemente da sexualidade dos pais.

O tema é controverso no mundo inteiro. A adoção de crianças por casais homossexuais é um tema que tem vindo a ser polémico nos últimos anos. Muitos países já aprovam que casais do mesmo sexo adotem crianças, entre os quais África do Sul, Andorra, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Colômbia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Irlanda, Islândia, Israel, Luxemburgo, Malta, Noruega, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido, Suécia e Uruguai.

Por outro lado, a adoção por casais do mesmo sexo é ainda proibida pela maioria dos países, apesar das manifestações e debates ocorrerem regularmente para que esta venha a ser permitida e livre. Como o assunto muitas vezes não é abordado pela lei, a legalização acaba por ser feita através de pareceres judiciais.

O que me preocupa, mais do que as leis, é que há pessoas (independentemente de terem poder ou não) que acreditam que os casais homossexuais não têm a capacidade de cuidar e educar uma criança. Como se, por serem homossexuais, fossem educar mal a criança ou não dar amor suficiente. “É contra a natureza. As crianças têm direito a ter um pai e uma mãe”. Este género de argumentação acaba por perder força, pois não tem qualquer fundamento. Dois pais, duas mães. Nada disso afeta a educação de uma criança. Aliás, muitas vezes as crianças são mais felizes em casas com dois pais ou duas mães. Casais que não podem fazer o “papel da natureza” acabam por querer muito uma criança e aceitam-na de braços abertos.

Todas as crianças merecem ter um lar, alguém que as ame e cuide delas. Há crianças que passam anos em orfanatos porque os pais biológicos não podiam ou não queriam ficar com elas. Crescem sem qualquer vínculo afetivo. Nestes momentos dou por mim a questionar-me sobre o assunto e hoje pergunto-lhe a si: acredita mesmo que as crianças são afetadas pela união de duas pessoas do mesmo sexo? Se há alguém que pode cuidar delas, educá-las, dar-lhes uma boa vida, amá-las, porque não? Sejam dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher. É amor. E toda a gente merece e deve senti-lo, seja de que forma for.

As mentalidades, felizmente, estão a mudar aos poucos. Há uma luta constante pela comunidade LGBTQIA+ (Comunidade de apoio a Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais/Transgéneros, Queer, Intersexo, Assexuais e todas as outras possibilidades de orientação sexual e identificação de género que existam) que têm direitos e vontades que todos devemos respeitar.

Um mundo tão grande e dizem-me que não há espaço para todos? Para todo o tipo de amor e relações? Não acredito que isso seja verdade e… infelizmente, podemos concluir que ainda há muita coisa que tem de mudar. Muitas mentalidades que têm de mudar.
Em certas pessoas, os valores e ideais estão de tal maneira entranhados que não mudam por nada. Muitas vezes vem da educação, daquilo que ouvem, ou de tudo o que os rodeia. Esta é uma luta constante para as pessoas desta comunidade e apoiantes desta causa.

As mentalidades têm de mudar e as pessoas precisam também de entender que se uma criança crescer numa família homoparental não significa que se torne homossexual, transgénero, enfim.
A homossexualidade não vem da educação, nasce com cada um de nós, desenvolve-se e percebesse com o tempo. Os casais homossexuais apenas fazem o seu papel de pais e ensinam aos filhos a respeitarem e a amarem as pessoas, independentemente do sexo, género, cor, etnia.

Em Portugal, entrou em vigor a 1 de Março de 2016 a lei que permite a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, após ter sido chumbada no parlamento quatro vezes. Infelizmente não foram assim tantos os casais que conseguiram adotar crianças durante este tempo.

O motivo é simples. O processo é demorado, mas pergunto-me o porquê? Há casais homossexuais que esperam três, quatro, cinco anos até conseguirem adotar uma criança. Para mais, muitas vezes ainda são criticados. São bastantes os casais desistem do processo por não aguentarem a pressão, ou por não quererem que a criança ou crianças que irão adotar sofram no seu crescimento e desenvolvimento.

Talvez não tenha noção, mas existem 89382 crianças a viverem em instituições. Quase 90 mil crianças à espera de uma família, seja ela qual for. À espera de amor, afeto, carinho, felicidade. Vamos agarrar e continuar esta luta? Pela comunidade LGBTQIA+, mas principalmente pelas crianças.

Texto escrito por New Men

Toyota RAV4
Slider